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Você está pronto para ganhar ou perder? Aprenda a viver com ambos, negociando

28/07/2025 Hudson Carvalho
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Tudo é negociável. Se é, ou não, uma negociação fácil, é outra coisa…

Carrie Fisheratriz, escritora e produtora norte-americana, a Princesa Leia em Star Wars.

Negociação é o caminho para resolver tudo que envolve a relação entre duas, ou mais pessoas de boa vontade.

Quase! Tive que negociar comigo mesmo sobre a frase de abertura. Cito Carrie Fischer? Os leitores lembrarão da Princesa Leia de Star Wars?

Essa história de duas ou mais pessoas não funcionou. Negociação pode envolver apenas você mesmo e a sua consciência. Deu vontade de acionar meu B.A.T.N.A. e começar e escrever sobre outro tema.

Oops, … você ainda não sabe o que é B.A.T.N.A. – Best Alternative To a Negotiated Agreement, ou a melhor alternativa quando o negociador sente que o processo não vai terminar como ele havia planejado.

É o nosso limite na negociação, o momento em que levantamos da mesa, ao percebermos que teremos que abrir mão de algo que consideramos inegociável. É o Plano B.

Atenção: o BATNA, uma vez utilizado, é quase o fim do processo de negociação, algo que não queremos.

Por isso, é fundamental conhecê-lo, não para desestimular a negociação, ao contrário, para estimularum intenso processo de planejamento que torne o BATNA desnecessário.

O negociador experiente estabelece o seu próprio, estimula sutilmente a parte contrária a delimitar o seu também, para que fique claro a ambos os lados, o que cada lado tem a perder se chegarem a um mau termo.

Vamos voltar à negociação e, como aprimorar nossas habilidades de fazê-la dar certo. Três pontosfundamentais:

a) negociação mistura, técnica e arte;

b) negociação se aprende;

c) negociação pressupõe duas ou mais partes, agindo de boa vontade, dispostas a abrir mão de algo para construir um acordo onde cada parte consiga o máximo possível do que planejava ganhar.

A capacidade de negociar é uma competência universal, por uma razão simples: emoções possuem um impacto significativo sobre nossos julgamentos e decisões. E esse dois governam as negociações.

Como Executivo e posteriormente como Consultor, negocio há 28 anos, Acordos e Convenções Coletivas com Sindicatos de diferentes ideologias, contratos com empresas de Planos de Saúde, entre outros temas, com a mesma abordagem e intensidade com a qual convenci minhas filhas Camilla e Giulia a largar a chupeta.

Em cada uma dessas oportunidades era necessário encarar o palco de negociações, como uma cena de crime. Conhecer, com a maior profundidade possível, a situação e as pessoas envolvidas. A ideia é bacana, mas não é minha. Meus professores no M.I.T a chamaram de Negociação Investigativa.

É simples e baseada em cinco princípios:

1. Não discuta apenas O QUE os Adversários querem. Descubra POR QUÊ eles querem: é entender o caminho crítico;
2. Entenda e mitigue as restrições do outro lado: negociadores eficientes nunca enxergam as demandas do outro como “problema deles”;
3. Veja as demandas como oportunidades: atribua valor a cada demanda adversárias, atendendo-as, uma a uma, na medida (e se) do necessário e na hora certa;
4. Crie um terreno comum com os Adversários: entenda os pontos comuns entre as suas necessidades e as do Adversário. É ingenuidade achar que não é possível competir e cooperar ao mesmo tempo;
5. Continue a investigar mesmo depois que a negociação pareça estar perdida: permanecer na mesa mais um pouco e entender por que a negociação fracassou?

Termino com a Regra de Ouro de Tancredo Neves para as negociações: “Numa negociação muito delicada, não se deve apresentar de uma só vez as condições ou exigências estabelecidas por cada parte.”

Você não sabe quem foi Tancredo? Meu Deus, voltamos a negociar!