
I’ve lived a life that’s full (Eu vivi uma vida completa)
I travelled each and every highway (Eu viajei por toda e qualquer estrada)
And more, much more than this (E mais, muito mais que isso)
I did it my way (Eu fiz isso do meu jeito)
Trecho de MY WAY, canção composta por Claude François, Jacques Revaux e Paul Anka, sucesso na voz do lendário Frank Sinatra
Antes, um reparo a Frank: fiz e ainda faço. Ainda há muito a fazer.
Quanto mais se vive, mais esperam que você acerte nas decisões e nos caminhos, na esperança de que tenhamos o “caminho das pedras”.
Sinto. Não existem. Minha experiência, com acertos e erros, só serve para mim. O máximo que conseguirá é comparar sua história com a minha.
Sou minimalista. Gosto de partir de um número, de uma palavra, para criar com quem me ouve, o caminho que nos leve, juntos, a algo que faça sentido.
Sem verdades absolutas, nem raciocínios pré-concebidos. Um flip-chart, um pincel e uma conversa. Uns falando mais, outros menos, pessoas discordando, revisão de conceitos, como é a vida de cada um de nós. E deve ser. Não há crescimento na unanimidade.
Uso como linha de raciocínio, minha carreira e o que fui aprendendo por onde passei. Um desafio. Não falamos de mim. Usamos meu caminho para um aprendizado que sirva a todos.
Começo com números: 62-41-27. O que seriam? 62 anos de idade, 41 de carreira e 26 no RH. Não começou sua carreira no RH? Não! Foram 13 anos em Engenharia (2 em banco). Essa passagem Engenharia-RH me deu o primeiro aprendizado, o qual carrego até hoje: GENTE TEM BOTÃO. Meus antigos colegas diziam: “Cuidado! Gente, NÃO tem botão”, querendo dizer que não responderiam a comandos, como as máquinas.
Não é verdade. Todos temos o botão da motivação. Por que fazemos determinadas coisas com prazer, dedicação e resultados? Achar esse “botão” e saber apertá-lo exige tempo de observação e real desejo de fazer o melhor pelas pessoas.
Da primeira empresa onde trabalhei, parti para Consultoria. Dirigi projetos grandes e – na troca – aprendi como é difícil não ter sobrenome profissional. Quando você não é Fulano da tal Empresa, tem que se virar só com o que é e tem. Só.
Dalí para uma empresa de inspeções, testes e certificações. Quando cheguei, só havia uma Divisão: Óleo & Gás. Montamos mais duas: Agronegócio e Mineração. Contratações em massa, por todo o País. Aprendi a respeitar as diferenças regionais desse Brasilzão e como elas influenciam no resultado do negócio. Forma de tratar as pessoas, de capacitá-las, de conceder benefícios, de negociar com sindicatos difíceis.
Em seguida um – hoje – grande terminal de contêineres, mas que começou com apenas seis pessoas na equipe. Tudo por construir. Além da obra, enormes dificuldades ambientais, construir e consolidar relações institucionais e com a comunidade. Aprendi rápido a importância do networking e de manter alinhados discurso e prática, sob pena de fazer ruir, num instante, a confiança construída com stakeholders. Foi também a primeira oportunidade de planejar e colocar para funcionar um Departamento de Recursos Humanos que dirigi durante sete dos dez anos em que fiquei nessa companhia. Trabalho e gratidão por devolver à minha cidade um projeto que me orgulha e que proporciona oportunidade a milhares de pessoas.
Nos últimos anos, volta para Consultoria. Dessa vez, a minha própria. Desafiador fundar e manter o negócio com o dinheiro do próprio bolso. Ou você tem algo de valor para oferecer, ou está fora. Simples assim.
Entendi que, com uma equipe pequena, é difícil crescer. Há limites para tudo na vida, por mais que haja vontade, mas, se encontrarmos parceiros que, além de capacidade técnica, tenham os mesmos valores, é possível ampliar a ação. Por isso ELABOREONLINE – Pessoas & Resultados e WISDOM – Gestão Organizacional caminham juntas. Harmonia técnica e de princípios.
Por fim, o maior aprendizado: seguir o caminho difícil. “O que não nos mata, nos fortalece”.
Sair da zona de conforto cria perspectiva perante nossos olhos. Isso, somado ao autoconhecimento e ao autodesenvolvimento, nos torna imbatíveis.
Bora escrever sua própria história?



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