
A faixa de areia da Praia do Gonzaga será novamente palco de um dos principais eventos da modalidade na região. Entre os dias 1º e 3 de maio, o Santos Open Beach Tennis realiza sua 12ª edição, reunindo 700 participantes em estrutura montada nas proximidades da Praça das Bandeiras.
Ao todo, serão disponibilizadas 39 quadras para partidas simultâneas ao longo da programação. As disputas têm início previsto para as 8h, tanto no sábado quanto no domingo.
Antes da abertura oficial, a organização promoveu atividades voltadas à inclusão e ao incentivo esportivo. As clínicas realizadas nesta quinta-feira (30) envolveram estudantes da rede municipal e pessoas com deficiência auditiva, em ação conjunta com a Secretaria de Educação (Seduc) e a Seção de Esportes Adaptados (Sespad), vinculada à Secretaria de Esportes (Semes).
Cerca de 100 alunos da UME Edson Arantes do Nascimento participaram das atividades introdutórias nas quadras que receberão o torneio. Durante a vivência, os estudantes tiveram acesso a equipamentos e instruções básicas da modalidade. “Essa é uma parte importante do Santos Open Beach Tennis. Além do torneio, temos as clínicas e, em parceria com a Seduc, trouxemos as crianças para fazer parte do fomento ao esporte”, afirmou o organizador Caio Costa.
O responsável pela competição também destacou o caráter acessível da prática. “O beach tennis é um dos esportes mais simples para começar. A partir desse primeiro contato, a tendência é que, no futuro, eles possam transformar isso em um hábito”, declarou.
A iniciativa foi acompanhada por representantes da área educacional. “Temos como premissa proporcionar atividades extramuros aos alunos. Essa ação amplia percepções e desenvolve novas habilidades. Foi uma experiência muito positiva”, disse Lucilene Costa Ribeiro, chefe da Seção de Projetos Educacionais Especiais.
Entre os participantes, estudantes relataram a experiência inicial com a modalidade. “Foi incrível, eu nunca tinha praticado e gostei muito”, afirmou o aluno David do Couto. Já Maria Luiza Vieira de Oliveira ressaltou o interesse em continuar. “Aprendi a jogar e quero voltar para a praia com meus amigos”, disse.
A programação inclusiva também contemplou atletas surdos, convidados por meio da Sespad. Alguns já tinham contato prévio com a modalidade e demonstraram interesse em competir futuramente. “Tenho praticado e quero me preparar para participar de campeonatos”, afirmou Wagner da Cruz. Segundo ele, a dinâmica do jogo exige maior atenção visual para acompanhamento da pontuação.
Outros participantes tiveram o primeiro contato com o esporte durante a atividade. “É a primeira vez jogando com ouvintes. Quero aprender mais e aproveitar essa oportunidade”, declarou Marcos Santos.
Durante os três dias de evento, estão previstas finais distribuídas ao longo da programação. A estrutura inclui área de atendimento aos atletas, com suporte de profissionais de fisioterapia, nutrição e psicologia, além de arquibancada coberta na quadra principal e atrações musicais.
De acordo com a organização, a edição atual registra número recorde de inscritos. “Temos atletas de diversas cidades do estado, inclusive do interior. Será um feriado prolongado com grande movimentação esportiva na praia”, afirmou Caio Costa.
O torneio conta com patrocínio da DP World, por meio do Programa Municipal de Incentivo Fiscal de Apoio ao Esporte, além de apoio de instituições e empresas parceiras.



Não é para iniciantes. Você vai enfrentar duplas nível C ou acima, com experiência em vários torneios. Ritmo forte e técnica incompatíveis com quem está começando.