
A Diocese de Santos anunciou nesta quarta-feira, 5 de novembro de 2025, que o Papa Leão XIV acolheu o pedido de renúncia de Dom Tarcísio Scaramussa ao governo pastoral da Diocese. Com isso, Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, até então bispo coadjutor, passa a ser o 7º bispo diocesano de Santos.
A sucessão ocorre em conformidade com o Direito Canônico, que determina que o bispo coadjutor — nomeado previamente pelo Papa — assuma automaticamente a liderança da diocese quando o bispo titular renuncia. Dom Mol, conhecido por seu trabalho pastoral marcado pela simplicidade, escuta e diálogo, assume oficialmente a condução da Igreja Católica na Baixada Santista.
Natural de Ponte Nova (MG), Dom Joaquim Mol pertence à Congregação Salesiana e tem longa trajetória na vida eclesial e educacional. Antes de chegar a Santos, foi bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e reitor da PUC Minas, onde se destacou pela defesa da ética cristã e pelo incentivo ao diálogo entre fé e cultura.
Desde que foi nomeado bispo coadjutor de Santos, em março deste ano, Dom Mol vem participando ativamente das atividades pastorais e sociais da Diocese. Em entrevistas recentes ao Jornal da Orla – leia aqui e aqui –, afirmou que busca “deixar cada vez mais clara a mensagem de Cristo, que é de amor, esperança e compromisso com os mais pobres”. Também destacou o desejo de manter a proximidade com o povo: “Gosto de caminhar com as pessoas, ouvir suas histórias e partilhar da vida da comunidade.”
Dom Tarcísio Scaramussa, que deixa o cargo após mais de uma década de serviço episcopal, é reconhecido pelo fortalecimento das pastorais, pelo incentivo à formação de leigos e pela condução serena durante os desafios do período pandêmico. O agora bispo emérito da Diocese de Santos pretende viajar por um período e depois seu desejo é permanecer na Baixada Santista, conforme revelou em entrevista ao Jornal da Orla no início deste ano. Agora, com a transição, a Diocese inicia uma nova etapa de sua caminhada sob a liderança de Dom Mol, cuja atuação tem sido marcada por uma espiritualidade aberta, acolhedora e centrada na comunhão com a Igreja e o Santo Padre.


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