Colunas

O jardineiro

12/07/2025 Jadir Albino
Freepik

Nos Estados Unidos, a maioria das residências tem por tradição ter em sua frente um lindo gramado e diversos jardineiros autônomos para fazer aparos nestes jardins.

Um dia, um executivo de marketing de uma grande empresa dos EUA, contratou um desses jardineiros.

Chegando a sua casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 14 anos de idade, mas como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço, duvidando obviamente de sua competência por sua pouca idade.

Assim que concluiu o trabalho, o executivo ficou espantado com o maravilhoso resultado do menino.

Pagou o jardineiro que, antes de se retirar, solicitou ao executivo permissão para utilizar o telefone, no que foi prontamente atendido.

Contudo, o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa. O garoto havia ligado para uma senhora e perguntara:

-A senhora está precisando de um jardineiro?

-Não. Eu já tenho um – respondeu.

-Mas além de aparar, eu também tiro o lixo.

-Isso o meu jardineiro também faz.

-Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço, disse ele.

-Mas isso o meu jardineiro também faz.

-Eu faço a programação de atendimento o mais rápido possível.

-Não, o meu jardineiro também me atende prontamente.

-O meu preço é um dos melhores.

-Não, muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom.

Quando ele desligou o telefone, o executivo lhe disse:

-Meu rapaz, você perdeu um cliente.

-Não, respondeu o garoto. Eu sou o jardineiro dela. Eu apenas estava medindo o quanto ela estava satisfeita com meu serviço.

[com base em autoria desconhecida e na Red. do Momento Espírita]

Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer uma pesquisa semelhante a desse jardineiro?

E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação daquela cliente?

O que diriam a respeito da nossa forma de expressar sentimentos?

Poderiam dizer que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?

Diriam que temos deixado acumular muito lixo de mágoas e de indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?

Diriam que temos deixado enferrujar as ferramentas da gentileza, da simpatia, esquecidos de lubrificá-las com sorrisos, atendendo as necessidades e carências desses que conosco convivem?

E, por fim, qual tem sido o nosso preço?