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O Gigante Quincy Jones

15/03/2022
Divulgação

No último dia 14 de março, este ícone da música mundial, completou 89 anos de vida.

Ele que teve uma infância difícil e nas teclas de um piano encontrou uma nova vida, fugindo do medo e do mundo do crime.

Como sempre menciono e defendo, a música tem o raro poder de transformar nossas vidas e nos salvar.

Sua importância e influência no meio musical são inquestionáveis. Iniciou sua carreira tocando trompete e esteve ao lado das orquestras de Count Basie, Lionel Hampton, Dizzy Gillespie, além do seu amigo e grande mentor Ray Charles.

Nada mal não é mesmo. Em 2008 recebeu uma justa homenagem pelas comemorações do seu 75º. Aniversário, num show memorável no Festival de Jazz de Montreux.

São mais de 3 horas de duração (em 2 DVDs) lançados pelo Selo ST2, em que é relembrada a trajetória musical, e desse influente músico que passeou seu talento por diversos gêneros como o Jazz, Pop e pelas trilhas sonoras.

Além de uma super Big Band, o show conta com as participações muito especiais dos convidados Herbie Hancock, Al Jarreau, Toots Thielemans, James Moody, Lee Ritenour, Chaka Khan, Patti Austin, Curtis Stigers entre outros.

A qualidade das imagens e do áudio impressionam e fazem jus ao grande talento do homenageado da noite, que já recebeu 80 indicações, 28 troféus do prêmio Grammy e um Grammy Legend, conquistado em 1992, que celebra sua vitoriosa carreira de compositor, arranjador, produtor musical e empresário.

Sempre pioneiro em suas realizações, foi o primeiro produtor negro do mundo, primeiro negro a escrever trilhas sonoras para o cinema e o primeiro negro a ser indicado ao Oscar pela trilha sonora do filme “A Cor Púrpura”.

Só para lembrar, Quincy Jones foi o responsável pela entrada de Ivan Lins no mercado americano em 1980, quando gravou “Dinorah, Dinorah”e “Love Dance” no premiado disco “Give Me The Night”, do guitarrista e cantor americano George Benson.

Produziu também os premiados “Off The Wall” e “Thriller” de Michael Jackson e para Frank Sinatra, o belíssimo disco “L.A. Is My Lady”, além de diversas trilhas sonoras para o cinema e, televisão.

E, também, aquela inesquecível reunião de artistas famosos que gravaram o tema “We Are The World”, para angariar fundos para a Etiópia.

Um artista de talento, de muito trânsito e influência no meio musical. Este é Quincy Jones, simplesmente Q.

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