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Netflix vai entrar na tendência e exibirá canais de tevê ao vivo

05/08/2025 Gustavo Klein
Divulgação

A Netflix anunciou que passará a exibir canais de televisão ao vivo diretamente dentro do seu aplicativo a partir de 2026, começando pela França. A iniciativa será viabilizada por uma parceria com o grupo francês TF1, que permitirá a transmissão dos canais TF1, LCI, TMC, TFX e TF1 Séries Films, tanto ao vivo quanto sob demanda. O conteúdo será integrado à interface da plataforma, sem custo adicional, e sem exigir que o usuário troque de aplicativo ou de ambiente.

Essa proposta reforça uma tendência crescente entre serviços de streaming: a convergência com a televisão tradicional. A experiência de navegação entre programação ao vivo e catálogos de filmes e séries se torna mais fluida, atendendo a uma demanda por centralização e conveniência. Em vez de pular de aplicativo em aplicativo, o espectador passa a encontrar, em um só lugar, tudo o que deseja assistir — da novela em tempo real ao episódio perdido de uma série.

No Brasil, esse modelo já é conhecido por quem utiliza o Globoplay, que oferece acesso a canais da TV Globo e seus afiliados, além de transmissões ao vivo de eventos esportivos e jornalísticos. A Amazon Prime Video também adota o formato com a Cazé TV, outros canais pagos e e assinaturas extras dentro do próprio app, inclusive dos canais Globo como GNT, Multishow e Globonews.

A Netflix, ao entrar nesse campo, dá um passo importante rumo a um modelo híbrido, que mistura a flexibilidade do on-demand com a retenção característica da televisão linear. A exibição ao vivo tende a aumentar o tempo de permanência na plataforma, favorecendo o engajamento em faixas horárias específicas e eventos de grande audiência, como finais de reality shows, estreias ou transmissões esportivas.

Por enquanto, a experiência será restrita à França, funcionando como um teste para avaliar a aceitação do público e a viabilidade técnica do modelo. Mas o movimento indica uma direção clara: as plataformas de streaming estão se posicionando não apenas como bibliotecas de conteúdo, mas como centros completos de entretenimento ao vivo e sob demanda. Esse caminho pode transformar de forma definitiva o modo como consumimos televisão.