
Recentemente dois gênios da música completaram aniversários de nascimento no mesmo dia.
Em 17 de março de 1919, nascia nos Estados Unidos, em Montgomery, Alabama, o inesquecível cantor e pianista Nat King Cole, que completaria neste ano, 106 anos de idade.
Já, em 17 de março de 1945, nascia em Porto Alegre a incrível cantora Elis Regina, que completaria 80 anos de vida.
Nathaniel Adams Coles nasceu numa família musical e começou a tocar profissionalmente na cidade de Chicago, porém em 1937, quando se mudou para Los Angeles, formou um trio de Jazz especial, que tinha uma sonoridade única e de vanguarda, com apenas piano, guitarra e contrabaixo, sem a bateria.
Além do piano, Nat King Cole usou a voz incrível como grande instrumento. O seu timbre vocal é único.
Com elegância e talento tocando piano e cantando, ele enfrentou com veemência o racismo e a intolerância e, talvez por isso, foi o primeiro artista negro a comandar um programa na TV aberta americana.
Só para lembrar as suas interpretações em “Sweet Lorraine”, “Straigthen Up And Fly Right”, “For Sentimental Reasons”, “Lush Life”, “Mona Lisa”, “Nature Boy” e os meus temas preferidos “Unforgettable” e “Stardust”, simplesmente definitivas.
Outro ponto importante sobre Nat King Cole ocorreu no ano de 1991, 25 anos depois da sua morte, quando através do uso da tecnologia, ouviu-se, pela primeira vez na história, um dueto póstumo entre ele e a sua filha, a cantora Natalie Cole, com a regravação de “Unforgettable”.
Mudando de foco, o genial Vinicius de Moraes foi responsável pelo apelido “Pimentinha” que Elis Regina ganhou, talvez pelo seu gênio forte e marcante.
Sem dúvida, uma das cantoras mais importantes da nossa MPB, apesar de só ter vivido 36 anos. Sua voz extremamente afinada, sempre com uma interpretação intensa e emocional, marcou várias gerações e até os dias de hoje continua como grande referência.
Suas interpretações em “Arrastão”, “Madalena”, “Como Nossos Pais”, “O Bêbado e o Equilibrista”, “Águas de Março” ao lado de Tom Jobim, “Me Deixas Louca”, “Aprendendo a Jogar”, “Dois Pra Lá, Dois Pra Cá”, “Alô, Alô Marciano” também são definitivas.
Ambos, absolutamente importantes para todos nós! Viva Nat & Elis!



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