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Invocação do mal: o fim de uma era no terror

05/09/2025 Thaís Lima
Invocação do mal: o fim de uma era no terror | Jornal da Orla

Em 2013, estreou uma das franquias mais importantes do cinema de terror atual. Invocação do Mal não só conquistou o público com sua atmosfera baseada em casos reais investigados por Ed e Lorraine Warren, como também deu origem a um verdadeiro universo expandido de assombrações. Agora, esse legado retorna às telas com Invocação do Mal: O Último Ritual, prometendo encerrar uma das sagas mais emblemáticas do gênero.

No novo capítulo, os demonologistas enfrentam um de seus casos mais sombrios: um ritual que ameaça romper a barreira entre o mundo dos vivos e dos mortos. Quando uma família é assombrada por manifestações inexplicáveis, o casal de investigadores se vê diante de forças ainda mais perigosas, que colocam em xeque sua fé, sua união e até mesmo sua sobrevivência. Os Warren terão que lidar não apenas com forças sobrenaturais, mas também com os próprios limites de a sua coragem, enfrentando dilemas que desafiam a razão e o coração.

Com números expressivos de bilheteria, Invocação do Mal se consolidou como carro-chefe de um universo que hoje já soma nove produções derivadas, entre elas Annabelle e A Freira. Embora a maioria tenha mantido a qualidade e o suspense característicos da franquia, alguns filmes como A Maldição da Chorona, receberam críticas por uma narrativa mais fraca e menos assustadora, mostrando que nem toda extensão do universo conseguiu reproduzir a intensidade dos filmes centrais.

Mais do que sustos, a franquia se tornou um fenômeno cultural, resgatando a tradição do terror baseado em “casos reais” e inspirando uma geração de cineastas a explorar o gênero de formas mais sofisticadas, influenciando séries televisivas e até fenômenos virais na internet. A mente por trás dessa expansão é James Wan, que dirigiu os dois primeiros filmes e alguns outros do universo, garantindo não apenas a coesão entre as histórias, mas também uma assinatura estética: câmeras em movimento lento, construção gradual da tensão e sustos que fogem do previsível. Para muitos fãs, e eu me incluo nesse grupo, os capítulos dirigidos por Wan representam o auge da franquia, uma verdadeira onda de medo que ajudou a redefinir o terror comercial nos últimos dez anos.

Diante desse histórico, Invocação do Mal: O Último Ritual chega cercado de expectativa. O título já sugere um possível encerramento, o que naturalmente aumenta a responsabilidade de entregar uma conclusão à altura da franquia. Além disso, contamos novamente com Patrick Wilson e Vera Farmiga, que desde 2013 deram profundidade e humanidade a Ed e Lorraine Warren. Não se trata apenas de reproduzir sustos, o casal de atores conseguiu transformar seus personagens em figuras de empatia e intensidade, elevando o filme para além do terror convencional. Vera expressa com sensibilidade a vulnerabilidade de Lorraine em meio ao perigo, enquanto Patrick transmite a determinação e o medo contido de Ed, criando uma química rara que se tornou marca registrada da franquia. Que casal!

Mais do que um simples filme de terror, Invocação do Mal: O Último Ritual se apresenta como o fechamento de uma das franquias mais emblemáticas do gênero nos últimos anos. Caso seja realmente o capítulo final, estamos diante do encerramento de uma era que ajudou a redefinir o cinema de horror para o grande público, unindo medo, emoção e personagens inesquecíveis. Para os fãs, resta a expectativa de que esse último ritual faça jus ao legado construído e para os curiosos, a chance de acompanhar de perto um desfecho que promete entrar para a história do terror moderno.