Colunas

Há dez anos ela diz “sim” para um propósito de vida

14/06/2025 Addriana Cutino
Há dez anos ela diz “sim” para um propósito de vida | Jornal da Orla

Candice é jornalista formada há mais de 30 anos e já atuou em vários veículos: rádio, tv, assessoria de imprensa e assessoria de comunicação. Trabalhou no setor de comunicação de grandes empresas. Morou nos Estados Unidos e fala fluentemente inglês e espanhol. Mas ser celebrante não estava nos planos. Tudo aconteceu por acaso.

“Em 2014, eu era gerente de comunicação da TAM Linhas Aéreas e fui chamada por uma prima para celebrar o casamento dela que seria em Paraty, no Rio de Janeiro. O casal não tinha uma crença religiosa e optou por uma festa para celebrar o amor. A noiva me via ministrando palestras, tinha um buffet e estávamos sempre juntas em eventos. Ela gostava da minha oratória, do meu vocabulário. Na época eu aceitei. O casamento foi em dezembro.

Quando chegou perto da data, eu fiquei nervosa e disse a mim mesma: “Meu Deus. Eu não parei pra estruturar isso. Fui, então, para Paraty e peguei todas as informações pessoais que precisava. Usei as habilidades como jornalista pra escrever a história dos dois e montei a cerimônia.”, conta,

O que Candice não esperava é que naquele momento nascia uma empreendedora. Ao fim do casamento, um outro casal a procurou e disse: “Você vai fazer a cerimônia do nosso casamento!”. Poucos meses depois, ela estava criando um site com fotos sobre a carreira de jornalista e de celebrante. “A partir de então, foram surgindo outros casamentos e fui sendo contratada como celebrante. “, explica.

A jornalista, que acabou descobrindo um propósito e empreendendo em um dos setores que mais crescem no país, completa em 2025 dez anos como celebrante. “Já casei pilotos, comissárias de bordo e pessoas do meu círculo de amizade. Estou completando 300 casamentos celebrados com efeito civil, sem efeito civil, com religião, sem religião, homoafetivo, bodas de prata e bodas de ouro”, relembra.

Olhar pra trás é também entender a história que escrevemos, muitas vezes sem querer. “Eu digo que eu não escolhi mas fui escolhida. Minha prima viu em mim uma capacidade e potencial que eu não tinha pensado. Hoje eu agradeço porque jornalista é contador de histórias”. E veja que privilégio: Eu celebro o amor”, comemora.