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Globoplay fecha ano de 2025 no azul pela primeira vez na história

31/10/2025 Gustavo Klein
Divulgação

O Globoplay, plataforma de streaming da Globo, alcançou em 2025 um marco histórico: deu lucro pela primeira vez desde sua criação, em 2015. O resultado representa não só uma vitória para o grupo, mas também um raro momento de estabilidade em um setor marcado por uma corrida irracional por audiência. Foram dez anos de investimentos, ajustes e experimentos até a operação finalmente fechar o ano no azul. A Globo conseguiu isso ao apostar no que os concorrentes internacionais não têm: a força de suas novelas, o jornalismo e o esporte, além da fidelidade de um público construído por décadas de TV aberta.

O lucro veio com corte de custos e integração entre as áreas do grupo. O Globoplay deixou de ser um projeto isolado e virou parte de um ecossistema que inclui canais, produção própria e publicidade — modelo que tornou o negócio sustentável. O aumento no consumo de transmissões ao vivo e o avanço dos conteúdos originais, somados à expansão para a América Latina, também impulsionaram a virada.

Mesmo assim, o cenário dos streamings segue incômodo. O público vive um excesso de opções — Netflix, Prime Video, Disney+, Max, Paramount+, Apple TV+ — e, somando as assinaturas, o gasto mensal ultrapassa R$ 350, valor maior que muitos pacotes de TV a cabo. A promessa de liberdade virou uma teia de mensalidades. Essa fragmentação desgasta o usuário, que alterna serviços, cancela assinaturas e até recorre à pirataria. O lucro do Globoplay é relevante, mas não garante sossego. A plataforma mostrou que investir em conteúdo local e integração funciona, mas o mercado está saturado e o bolso do espectador, no limite.