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George Benson – uma autobiografia

14/06/2025 Cássio Laranja
George Benson – uma autobiografia | Jornal da Orla

O guitarrista e cantor americano George Benson lançou em 2014, pela editora Da Capo Press, nos Estados Unidos, sua autobiografia, em conjunto com Alan Goldsher, renomado crítico de música e cultura da cidade de Chicago.
O livro é distribuído em 8 capítulos e teve o prefácio assinado pelo premiado comediante, ator, cantor, músico, produtor e escritor Bill Cosby.

George Benson foi o grande responsável pela minha escolha em entrar no mundo da música, mais especificamente na produção. Em 1982, ainda adolescente, assisti seu show em Nova York, no mítico Radio City Music Hall. Aquele show marcava o início da turnê mundial de lançamento do famoso álbum duplo “The George Benson Collection”, que apresentava seus maiores sucessos e algumas músicas inéditas. Ele foi acompanhado por uma superbanda, além de uma afinada orquestra de cordas. Um show memorável, inesquecível e que mudou a minha vida para sempre.

O livro conta várias passagens de sua vida, que começou com uma infância muito difícil pelas ruas da cidade de Pittsburgh, onde nasceu e morou.

Sua mãe, Emma, passou por algumas necessidades financeiras e criou Benson ao lado do padrasto, Tom Collier, este, personagem muito importante na sua formação. Ele era guitarrista amador e presenteou George Benson com o seu primeiro ukulele e uma guitarra feita à mão, além de mostrar as primeiras gravações do pioneiro da guitarra do Jazz, Charlie Chrstian.

Benson foi uma criança prodígio, autodidata e aos 7 anos começou a tocar nas ruas em troca de alguns trocados para sobreviver. Desde cedo, era fã do pianista e cantor Nat King Cole, que, para ele, sempre foi um grande “showman” e seu grande ídolo.

Ao lado do padrasto, aos 15 anos, já tocava em vários “nightclubs” da cidade e começou a se interessar pelo Jazz, ouvindo o guitarrista Wes Montgomery, e se impressionou com o pioneirismo do “bebop” do saxofonista Charlie Parker.

Sua estreia como profissional foi em 1964, ao lado do quarteto do organista Jack Mcduff, quando gravou um disco clássico e realizou sua primeira turnê profissional.

Em 1966, o lendário produtor John Hammond, assinou com ele seu primeiro contrato pela Columbia Records, um dos maiores selos do Jazz naquela época.

Outro momento importante da sua carreira, foi no ano de 1976, quando gravou pelo selo Warner Bros., o disco “Breezin’”, produzido por Tommy Lipuma, que lhe rendeu seu primeiro prêmio Grammy. Foi um divisor de águas na sua carreira, pois, a partir dessa gravação, Benson se tornou um artista mais comercial e conhecido.

Uma história de vida vibrante, com grandes memórias e experiência. Um verdadeiro gênio para mim. Guardo com muito carinho, meu exemplar autografado por ele.