
Pouca gente sabe que no dia 20 de março é celebrado o Dia Internacional da Felicidade, estabelecido pela ONU. Mas eu não esqueci e trago para vocês algumas informações interessantes do Índice de Felicidade de 2025 produzido pelo instituto Ipsos. Foram entrevistadas mais de 24 mil pessoas, com idade até 75 anos e a conclusão foi que a maioria se sente mais feliz aos 60 anos. No Brasil, a pesquisa se concentrou na população das classes A, B e C, que representa cerca de 51% do total.
Uma das explicações é que o 60+ do século 21 é diferente de seu par do século passado. Os felizardos atravessaram bem a crise da meia idade, aos 40 anos. Alcançaram a maturidade tendo conquistado seus objetivos pessoais e materiais, como segurança financeira, família estruturada e ter controle da própria vida. Quando chegamos à maturidade, temos algumas certezas do que nos faz feliz: somos mais pacientes, não precisamos mais impressionar os outros, desenvolvemos o senso de pertencimento, inclusão e solidariedade. Para os infelizes, a questão financeira é a que pesa mais.
No ranking global da Ipsos, os países em que mais pessoas se sentem mais felizes são: Índia, Holanda, México, Indonésia e Brasil. As pessoas mais infelizes vivem na Hungria, Turquia, Coreia do Sul, Japão e Alemanha.
Surpreende a Coréia do Sul nessa lista, um país super envelhecido, com mais de 20% da população acima dos 65 anos. Assim como surpreende a inclusão do Brasil entre os felizardos, pois a realidade mostra um cenário bem diferente. Pelo sim, pelo não, melhor celebrar, nem que seja um dia de cada vez. n



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