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Está difícil manter a geração ‘z’ na sua equipe? Pare de perder tempo!

19/05/2025 Hudson Carvalho
Envato

A valie a biografia de Mr. Benjamin Franklin. É provável que você chegue à mesma conclusão que eu: cientista, editor, jornalista e diplomata. Ajudou a fundar uma nação. Genial, principalmente quando observa essa dificuldade que ainda temos em aproveitar bem o tempo, o bem mais precioso que temos. Desperdiçamos tempo quando discutimos a forma, enquanto o conteúdo, que é onde residem os problemas e as suas soluções, permanece intocado. Veja como estamos conduzindo a dificuldade de manter os profissionais da geração ‘z’, motivados e produtivos em seus postos de trabalho.

Estudos apontam que 60% das empresas demitiram colaboradores da GenZ poucos meses após contratá-los e que 74% dos líderes (1.000 gerentes nos Estados Unidos) acham essa, a geração, a mais desafiadora para se trabalhar. Como resposta, simplória, ouço argumentos como “chame os 50+ de volta ao trabalho”. É uma análise rasa. Em 2025 os ‘z’ representarão 25% da força mundial de trabalho.

Não há ‘cinquentões’ em quantidade para suprir toda essa demanda. Os ‘grisalhos’ também não tem perEstá difícil manter a geração ‘z’ na sua equipe? Pare de perder tempo! fil para as posições que estão e estarão disponíveis, ou seja, não há quantidade nem qualidade (perdoem-me o mau uso da palavra) para dar conta da carga de trabalho. Então, temos que lidar com os GenZ, queiramos ou não.

Aliás, deixe-me corrigir esse termo: Será que ‘lidar’, considerado o peso negativo da expressão, é a certa a ser usada? Não é fácil rotular, afirmando que “se distraem facilmente”, “se ofendem por qualquer coisa”, “são desmotivados”, “não se esforçam”. É com eles e não, apesar deles, que vamos continuar a fazer as coisas acontecerem e os resultados, alcançados.

Já consideramos que eles possuem habilidades no uso de recursos tecnológicos, de compreensão das redes sociais, superior ao das gerações anteriores? Sim, eles são digitais, enquanto muitos de nós, analógicos de nascença, tateando o mundo digital. Dito isso, eu desafio os que crucificam essa geração a dizer quantas vezes procurou de verdade formas de despertar a atenção deles para o trabalho.

Com a minha equipe, eu troco o que me ensinam sobre o uso do smartphone, pelas histórias de como era difícil falar com o outro lado do mundo usando um telex, ou fax, mas como isso, desenvolvia nossa resiliência e paciência.

Aproveito a ‘deixa’ para falar um pouco sobre os perigos de ser imediatista, algo de que eles são ‘acusados’ com frequência. No fim da conversa todos entendemos como respeitar e não ultrapassar os limites do outro. Cada reunião de pé, cada café tomado junto, é uma oportunidade para ouvir o que fazem no dia a dia, dentro e fora do ambiente de trabalho. É como compreendo o que os motiva e aprendo como fazer com que se esforcem mais, para o desenvolvimento deles próprios e da organização. Eles prezam pelo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. É verdade. Mas nós não deveríamos fazer isso também?

Se tivéssemos tratado o tema saúde emocional seria ele a preocupação número um dos RH’s da atualidade? Teria sido necessário incluir, de forma obrigatória, a gestão de riscos psicossociais na norma regulamentadora – 01? Teríamos os custos adicionais nos planos de saúde com a inclusão de terapias alternativas e medicamentos. Essas reflexões consomem tempo, é verdade.

Discuti-las de forma madura, de igual para igual, com eles, também. A postura de ir ao encontro dos GenZ, acolhê-los, mais ainda. Mas, pergunto: Que alternativa temos, a não ser adaptarmos o ambiente, os espaços e os processos de trabalho a essa realidade? Mais do que tudo, isso é ‘ser’ humano, não?