
“A imaginação é o princípio da criação. Você imagina o que deseja, quer o que imagina e, por fim, cria o que quer.” Quem já leu esta frase em outra ocasião? Se sua resposta é negativa, então eu te explico melhor. Ela foi escrita por George Bernard Shaw, uma das duas únicas pessoas do mundo a ganhar um Oscar e um Prêmio Nobel da Literatura. E eu pego emprestado este pensamento de Shaw pra retratar a vida e a versatilidade de um empreendedor que já percorreu o Brasil e o mundo realizando eventos e consultorias de grandes marcas nacionais e internacionais e escolheu Santos para viver. Não só viver. Gabriel Del Corso quer ressignificar o consumo e promover a valorização da sustentabilidade por aqui.
No ano passado, o produtor cultural realizou o Festival Transformar na Casa da Frontaria Azulejada, em Santos. “Em uma jornada coletiva, buscamos promover a transformação do consumo, incentivando a Economia Criativa e os movimentos que buscam resgatar e regenerar a relação entre a sociedade e o meio ambiente. A arte e a cultura são pilares fundamentais para a construção de uma sociedade mais equilibrada, justa e transformadora.”, explica Gabriel. O sucesso da primeira edição foi tanta, que o festival virou roteiro oficial da Primavera Criativa e do Feito em Santos. A próxima edição acontece no final de setembro e início de outubro e vai unir – mais uma vez – arte, design, moda, música, aromaterapia, cinema, gastronomia e informação. O festival é um ponto de encontro entre empreendedores, artistas e o público com a intenção de criar um impacto positivo no planeta. Pra isso, Gabriel aposta nas experiências sensoriais e imersivas e uma delas é a loja Pop Up.
LOJA COLABORATIVA
Se a economia tradicional nos ensinou a contar, a economia criativa nos ensina a sonhar. Vivemos mergulhados em algoritmos que parecem nos dominar, mas a criatividade humana ainda vive. E é ela quem transforma ideias em valor, cultura em negócio e arte em sustento. A economia criativa é um convite pra gente fazer diferente. O polêmico escritor brasileiro e membro da Academia Brasileira de Letras, Paulo Coelho, escreveu certa vez: “O mundo muda com o seu exemplo, não com sua opinião.”.
Gabriel pretende estimular a empatia, valorizar a arte e a consciência ambiental. Tudo isso através de um consumo diferente. Por isso, na sexta-feira (30), o produtor cultural inaugura em Santos, a Loja Pop Up do Festival Transformar. O espaço vai reunir marcas autorais da cidade, Baixada Santista, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Recife. A proposta é oferecer uma experiência imersiva. Cada produto exposto conta uma história e cada marca imprimi em suas peças, a sustentabilidade.
A loja vai funcionar no Lorient Bistrô, que fica na Praça Fernandes Pacheco, 34, no Gonzaga até o dia 20 de dezembro, com possibilidade de ser itinerante.
“Podemos ocupar outros espaços como galerias de artes da cidade, prédios comerciais e, quem sabe, prédios desativados, outra proposta que a gente gosta muito.”, conta Gabriel. A curadoria é de Cláudio Magalhães, criador da marca BaFu Barra Fundal Autoral, que identificou marcas com produtos pra quem busca um estilo de vida mais leve e sofisticado, conectado aos hábitos de quem vive à beira-mar. Durante os dias do Festival Transformar, a loja terá uma pausa.
Gabriel, o empreendedor

O idealizador de um festival que nos convida a refletir sobre novas formas de consumo, apoiadas no propósito, estilo e conexão humana sempre foi um empreendedor e tem uma bagagem cheia de trabalhos incríveis. Gabriel já realizou mais de 100 eventos no Brasil e no exterior.
“Eu sou formado em contabilidade mas eu nunca atuei mas minha formação me permitiu ter uma administração de negócios muito sólida. Então, eu sempre empreendi. Eu fiz consultorias ao longo de mais de dez anos pra lojas. Eu fiz a criação e desenvolvimento da loja Dock Dog de São Paulo, trabalhei na Loja Conceito como supervisor e comprador de marcas. Tive uma empresa chamada Happy Bazar que fazia os bazares de grandes tendências de São Paulo, reunindo as marcas brasileiras e internacionais mais famosas. Foram 38 edições do Happy Bazar. Trabalhei por oito anos na Luminosidade que é a produtora de São Paulo da Fashion Week. Ela é responsável pela captação de marcas e realização da feira de negócios da São Paulo Fashion Week. Também trabalhei com duas marcas internacionais. Fizemos desfile no London Fashion Week, Paris Fashion Week, Moscou Fashion Week, Berlim Fashion Week.”, conta.
Gabriel também prestou consultoria para um showroom, em Londres, que representava marcas brasileiras para a Europa. Por esta razão, ele percorreu todo aquele continente realizando as feiras mais importantes de moda, divulgando, promovendo e vendendo estas marcas para multimarcas europeias e norte-americanas. Durante os dez anos que ele morou na Europa, realizou dezenas de feiras colaborativas temporárias de gastronomia, as chamadas Pop Ups.
Também foi Gabriel que ditou uma tendência. “Surgiu a oportunidade de fazer o credenciamento da maior semana de designer da América Latina e aí a gente começou a fazer ocupações
em prédios com relevâncias arquitetônicas em
São Paulo, porém desativados e em processo de retrofit. Daí surgiu um movimento muito interessante na capital de utilizar prédios desativados para grandes instalações de arte, design, mercados. A gente acabou criando uma tendência interessante e foi seguida por uma série de outros coletivos.”, explica.
Se você quer mudar o conceito de consumo, sexta-feira que vem, o Gabriel e todas as marcas da loja POP UP te esperam para uma conexão positiva.



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