
Conta-se que foi em Nova Iorque, em 1972, que 2 jovens se conheceram.
Ambos vinham de famílias modestas e haviam sido selecionados como os únicos ganhadores de prestigiosa bolsa de estudo para a escola de ensino superior de música, dança e dramaturgia.
A partir daquele momento, compartilharam o mesmo quarto. E criaram um vínculo que perduraria no tempo, no sucesso e até mesmo na tragédia.
Durante os anos de estudo, eles se apoiaram mutuamente, enfrentaram juntos os desafios do treinamento teatral. E selaram um pacto silencioso: ser o ombro um do outro nos momentos de dificuldade.
Depois de terminar a escola, seus caminhos profissionais decolaram. Atores de cinema, um se notabilizou por filmes de ação. O outro se transformou num gigante da comédia.
A fama não lhes diminuiu o afeto, a amizade.
Depois de 23 anos, um trágico acidente mudou radicalmente a vida de um deles.
O ator, atleta, esposo e pai ficou paralisado do pescoço para baixo. Passaria a depender de cadeira de rodas e de um ventilador para respirar.
Caído em profunda depressão, ele recebeu uma visita inesperada em seu quarto de hospital: um engraçado médico russo, com um forte sotaque e uma barba desgrenhada.
Foram necessários somente poucos segundos para ele identificar o amigo cômico e começar a rir.
Ante a dor, o desespero, a vontade de morrer, o amigo compareceu disposto a aliviar todo aquele quadro, uma nota para quebrar situação tão triste.
Estava ali para oferecer o que de melhor ele sabia fazer: provocar risos.
Além disso, cuidou de despesas médicas não cobertas, participou de campanhas de arrecadação de fundos para pesquisas sobre lesões na medula espinhal e permaneceu ao lado do amigo até a sua morte, quase 10 anos depois.
[com base na Redação do Momento Espírita]
De um modo geral, quando visitamos alguém hospitalizado e, sobretudo, em estado grave, comparecemos de face carregada, denotando a nossa preocupação pelo seu estado.
Isso somente torna mais pesado o ambiente.
Seria verdadeiramente salutar se alterássemos essa nossa maneira de ser, levando sorrisos, as flores do coração, um arco-íris para afastar as nuvens prenunciadoras de tempestade.
Essa deve ser a nossa tônica. Naturalmente, não fazer estardalhaço num lugar de padecimentos e de vida oscilante. Mas podemos comparecer com a face serena.
E por que não sorrir?
Afinal, de rostos preocupados, o doente está mais do que bem servido.



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