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Bolsas com “cara” de grife e propósito de sustentabilidade

23/09/2025 Addriana Cutino
Bolsas com “cara” de grife e  propósito de sustentabilidade | Jornal da Orla

Eu amo bolsas. Qual mulher não gosta? Muitas fazem até coleção e trocam de modelos como roupas! Tem uma pra cada figurino ou sapato. Pra algumas mulheres ter esta possibilidade chega a ser sonho de consumo.

Há dez anos, quando eu comecei a costurar de maneira autodidata, a primeira peça que eu criei ao sentar em frente a uma máquina de costura doméstica foi uma bolsa. Ela era de tecido com alças de couro. Quando uma amiga viu, logo pegou pra si. Perguntou o valor e imediatamente fez questão de comprá-la. Na verdade, nem imaginava vendê-la. Mas foi assim que o empreendedorismo nasceu em minha vida e meu primeiro acessório handmade, ou seja, feito à mão se foi.

MODA AUTORAL E INOVADORA


Quando eu vejo uma empreendedora com uma moda autoral e cheia de criatividade, talento e consciência ambiental, faço questão de dizer pra todo mundo. Foi por esta razão, que eu decidi contar a história da Verônica por aqui. A artesã nasceu em Mar Del Plata – cidade litorânea da Argentina –, e há 30 anos escolheu o litoral brasileiro pra viver.

Cláudia Verônica Bazán é formada em Educação Física e trabalhou como professora por 16 anos, no Casa Grande Hotel, em Guarujá, cidade onde também formou família. A primeira filha, Valetina, nasceu do primeiro casamento. O segundo filho é do atual relacionamento com um santista. Do Guarujá, Verônica mudou-se pra Santos e continuou a trabalhar como professora de pilates, até a chegada da pandemia. “Tudo virou de cabeça pra baixo. Foi aí que repensei a vida. E eu sempre tive a ideia de trabalhar com costura e com artigos alegres, coloridos, que fizessem referência ao litoral e num belo dia minha filha Valentina me presenteou com uma máquina de costura. Aquele momento foi um divisor de águas. Foi assim que nasceu a minha marca – La Gringa”, conta.

O nome foi escolhido pela própria filha. As primeiras bolsas foram confeccionadas com algodão crú. Mas quando Verônica começou a observar as tão conhecidas cadeiras de praia com um novo olhar, inovou no jeito de fabricar suas peças. “Aquele nylon colorido, vibrante… virou o DNA da La Gringa”, explica.

Verônica queria imprimir em suas peças o que sentia: a alegria e a energia do litoral. Foi assim que suas bolsas conquistaram clientes. Os materiais diferentes, inusitados e duráveis encantam e deixam o acessório versátil. Ela utiliza os mesmos produtos que decoram espreguiçadeiras, cadeiras de praia e até estofados de cadeiras rústicas. Além dos materiais serem diferenciados, ela cuida de cada detalhe que complementa as peças, como correntes, alças, botões e fechos. “As clientes podem usar na praia, à noite, nas viagens de cruzeiros marítimos, durante um passeio e até em festas”, explica.

OS DESAFIOS
Empreender não é uma decisão simples, nem uma tarefa fácil. Verônica conta que atua em todas as etapas desde a compra de materiais, produção, gestão do negócio ao marketing digital e divulgação. “Mas é recompensador ver sua peça pronta, feita por você e elogiada por quem valoriza os produtos feitos com a mão”, complementa .

Verônica diz que tem uma cartela de clientes fiéis que sempre voltam pra comprar uma peça pra si ou pra dar de presente. Ela também conta que suas bolsas são entregues para clientes de vários lugares do Brasil. E detalhe: todas as vendas são pelo Instagram. A empreendedora sonha em ter uma loja física mas enquanto o projeto não sai do papel, as vendas seguem pelo meio digital. Pra conhecer de perto as bolsas da Verônica é só visitar os bazares que volta e meia são realizados em vários lugares de Santos e visitar a página dela no

Instagram @lagringa_sp. Garanto que você vai se apaixonar pelas peças exclusivas e cuidadosamente elaboradas com bom gosto e sofisticação.