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A vida acontece (só) agora!

29/09/2025 Hudson Carvalho
Envato

Quem me conhece, sabe que não gosto de gerúndios: “Estou fazendo”, “Estou vendo”.

Me remetem à procrastinação, algo que abomino. Sem as devidas justificativas, são desculpas apresentadas como se fossem explicações, são mortais para a reputação de qualquer um. Benjamin Franklin, diria: “Aquele que é bom para dar desculpas raramente é bom para qualquer outra coisa”.

Nem todos deixam tarefas, para depois simplesmente porque querem. Também sou vítima desse processo, algumas vezes por culpa minha, outras não.

Refiro-me àqueles que procrastinam sistematicamente, na vida e na carreira.

No contato diário com minha equipe e com clientes, faço questão de usar duas armas da comunicação que me ajudam a combater esse mal: clareza e direcionamento. Conheço bem o meu “eleitorado”, então, uso a medida certa para cada grau de maturidade; a quantidade certa de explicações sobre o que fazer e como fazer.

Outro aspecto que faço questão de frisar é a diferença entre fazer com pressa e fazer rápido. São coisas distintas. Estimulo sempre a segunda.

Fazer com pressa, é fazer sem planejamento, que causa o pior e mais custoso tipo de (mau) uso do tempo, o retrabalho. Fazer duas ou mais vezes a mesma coisa, além do desperdício em si, causa sensação de incapacidade de resolver problemas. Diminui a autoestima.

Fazer rápido inclui definir objetivos, planejar recursos materiais, tempo e pessoas, executar com precisão, revisar (se necessário) e – por consequência – atingir resultados esperados.

Analisando o procrastinador, é preciso dizer que há, pelo menos, dois tipos:

O “perfeccionista”, pessoas minuciosas, preocupadas com detalhes, enquanto aquilo que resolveria o problema lhe passa desapercebido. Insatisfeitas com o resultado de suas tarefas, acham que nunca estão boas o suficiente, então, não podem ser entregues. Para esses, a dica, é: defina padrões mínimos para completar cada atividade, na medida exata daquilo que lhe foi pedido, não aquilo que você imagina ser e respeite esses padrões. Uma vez atingidos, entregue a tarefa dentro do prazo combinado. E parta para a próxima

O “ocupado”, aquele que não consegue priorizar suas atividades conforme a importância de cada uma. Duas dicas: a primeira é: “volte para o importante”. Há dois tipos de atividades: as importantes e as urgentes. Todos recebemos urgências para resolver todos os dias. Esse não é o problema. O problema é permanecer somente nelas. Pular da solução de uma urgência para outra nos deixa reféns delas para sempre. Daí a necessidade de priorizar as tarefas importantes. Essas, uma vez resolvidas, nos livram de uma enormidade de futuras urgências.

Trabalho com otimização de processos há anos e sei que há tarefas que devem ser colocadas nos primeiros lugares da fila porque têm a capacidade de andarem sozinhas depois do primeiro empurrão, enquanto você se dedica àquelas que precisam de olhar atento todo o tempo.

Nesse ponto alguém diz: “Não consigo deixar de ser assim (perfeccionista ou ocupado)! Humm, … não é verdade!!

Os hábitos são atalhos criados por nosso cérebro para economizar energia. São bons em muitos casos, mas adotados indiscriminadamente para tudo, tendem a nos aprisionar em zonas de conforto. Sem observar para onde nos levam, nos tiram da posição de condutores para a de simples passageiros em nossas próprias vidas.

São os mestres de nosso comportamento, mas podem ser mudados, com trabalho e disciplina.
Parece simples, e é. Acredite.