Destinos no Exterior

Uma ilha quase perfeita

02/07/2016 Da Redação
Uma ilha quase perfeita | Jornal da Orla
Com área de cerca de 103 mil km² e apenas 320 mil moradores – a maioria vivendo na capital Reykjavík e seu entorno-, paisagens selvagens e deslumbrantes, o pequeno país nórdico do Atlântico Norte, entre o continente europeu e a Groelândia, é uma das nações mais ricas e desenvolvidas do mundo. É a segunda maior ilha da Europa (a primeira é a Grã-Bretanha) e só não dá para dizer que é perfeita porque 15% de seu território é coberto de gelo, o que dá para supor que as temperaturas por lá em nada lembram os trópicos de cá.
 
É uma terra de contradições: do gelo e do fogo, com duas dezenas de vulcões ativos, gêiseres, piscinas quentes de lama, cachoeiras de água quente, lagos, praias de areia preta vulcânica e glaciares, entre eles o Geysir, o maior da Europa. A Islândia é também a terra de atrações incomuns como a aurora boreal, o sol da meia-noite e cenários extraordinariamente lunares. Lá, a natureza bastante preservada se apresenta em pleno esplendor. Um paraíso para quem curte atividades ao ar livre e belos cenários.

Qualidade de vida

Entre outros predicativos, a Islândia é um dos países com os melhores indicadores de saúde do mundo. Praticamente não possui poluição, sua população tem alta expectativa de vida e baixa taxa de mortalidade infantil. Com alto padrão de vida, os moradores convivem com baixa taxa de criminalidade. A educação é prioridade no país e até a culinária é conhecida pela utilização de produtos frescos, livres de agrotóxicos. Além de muitas receitas à base de cordeiro e pescados, como o onipresente bacalhau, os islandeses também apreciam pratos feitos com carne de baleia.
 
Capital refinada
A cidade é pequena, tranquila e, ao mesmo tempo, tem vida social e noturna agitada, típica das cidades de origem nórdica. Reykjavík tem cenário de arte, música, com suas casas coloridas, pequenos cafés, lojas de souvenirs, roupas e design. É uma capital refinada e base para se explorar o fantástico interior da ilha. É onde vivem dois terços da população do país. No centro de Reykjavík fica Hallgrímskirkja, uma bela igreja luterana com cerca de 75 metros de altura. Foram necessários 38 anos para a construção do templo, que ficou pronto em 1986.
 
Paisagens de outro mundo
A ilha é circundada por um anel viário com 1.337 km de extensão, que corre sempre próximo ao litoral, ligando todas as principais cidades. E não faltam atrações pelo caminho de deixar o visitante boquiaberto.
 
Blue Lagoon (Lagoa Azul) – A 45km de Reykjavík, Blue Lagoon ((Bláa lónið) é uma das principais atrações do país, principalmente pelas suas propriedades terapêuticas.  É um spa com águas ricas em dióxido de silício e enxofre. Ás águas do complexo são quentes devido à atividade vulcânica e chegam ultraquente na usina geotérmica, que gera a energia elétrica de municipalidades vizinhas. No spa a temperatura média de 38°C.
 
Auroras boreais – De setembro a abril, quando as noites são mais longas para aqueles lados do planeta, as ‘luzes do norte’ dão show nos arredores de Reykjavík. Essas partículas de ventos solares, avistáveis apenas nas regiões próximas aos polos quando não há chuvas ou nuvens pesadas, surgem de repente, nas cores azul, verde, roxa, branca e vermelha, em movimentos que lembram uma dança.
 
Lago Myvátn – Está localizado em uma área de atividade vulcânica que, além do próprio lago, oferece outras atrações como piscinas geotérmicas, crateras vulcânicas, pequenas cachoeiras e a área de atividade geotérmica Námaskarð.
 
Sul da ilha – Pegar a rodovia para conhecer o sul da ilha é passar por paisagens como as Cataratas de Gullfoss, gêiseres fumegantes, o Parque Nacional Thingvellir (onde as placas tectônicas da América e Euroásia se dividem), cachoeiras incríveis, os abismos de Dyrhólaey e praias de areia negra. Na praia do glaciar de Jokulsárlón dá para catar fragmentos de iceberg.
 
Norte da Ilha – No norte do país o campo de lava de Eldhraun abrigou até o treino dos astronautas que pisaram na Lua nos anos 60. Ali fica Húsavík, o melhor ponto de observação de baleias de toda a Europa. E basta rodar para se deparar – e encantar – com as Cataratas Dettifoss, o Lago Mývatm, gêiseres, glaciares e piscinas termais.