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Sem UFC, F1 e Galvão, Band negocia com Disney e Warner

10/11/2025 Gustavo Klein
Divulgação

A Band está em negociação com as gigantes The Walt Disney Company e Warner Bros. Discovery para garantir o direito de exibir séries (e possivelmente filmes) no horário nobre de 2026. A proposta da emissora: reforçar a programação na faixa principal do dia com conteúdos internacionais de peso.

Segundo o anúncio, a Band busca adquirir pacotes de séries de ambas as produtoras/distribuidoras para inserir em sua grade de 2026. A ideia é aproveitar marcas fortes para compensar perdas recentes de atrações esportivas de alta visibilidade. Vale lembrar que a emissora perdeu os direitos da Ultimate Fighting Championship (UFC), da Fórmula 1 e está prestes a perder o narrador Galvão Bueno, ícone da cobertura esportiva da casa. O Masterchef segue sendo produto de maior audiência do canal.

A negociação teria como foco tanto séries já consolidadas quanto novas temporadas a estrear em streaming ou nos EUA, com vistas a colocar essas atrações em horários de pico na televisão aberta brasileira. O objetivo: atrair audiência mais ampla, diversificar o mix da programação e realinhar a estratégia diante do enfraquecimento da agenda esportiva.

Não foram divulgados valores ou quais títulos específicos estão em pauta. A Band trata o movimento como estratégico para “reinventar” sua oferta no horário nobre, aproveitando o apelo internacional dessas produções. Tanto Disney quanto Warner conversam com outras emissoras e plataformas, o que coloca a Band numa corrida.

Fontes dentro da emissora avaliam que, apesar das perdas esportivas — UFC, Fórmula 1 e saída de Galvão —, a exibição de séries de sucesso pode sustentar ou até melhorar o desempenho no horário nobre, se bem conduzida. A expectativa é que o novo ciclo da programação entre em vigor já no início de 2026.

Ainda assim, o acordo não está fechado. Fatores como exclusividade, janela de exibição, compartilhamento de conteúdos via streaming e custos de licenciamento estarão no centro das negociações entre Band, Disney e Warner. A emissora aponta que, em um cenário em que grandes eventos esportivos se distanciaram, os “conteúdos de prestígio” podem ganhar importância para manter competitividade.