
O município de Santos registrou alta na inadimplência, em janeiro de 2026: 0,59%, índice menor em relação a dezembro de 2025 (1,02%), mas ainda preocupante, pois é a quarta alta mensal consecutiva. Na variação anual (desde janeiro do ano passado), o aumento acumulado é de 10,10%, acima da média brasileira (9,39%) e da região Sudeste (8,89%). O levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) foi divulgado nesta segunda-feira (2) pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Santos Praia.
Apesar de não divulgar o total absoluto de dívidas, a pesquisa revela que em janeiro de 2026, cada consumidor negativado da cidade devia, em média, R$ 6.286,82, considerando a soma de todas as dívidas (2,296 dívidas cada um). O setor que mais registrou dívidas em Santos foi o bancário (78,30%), seguido por: outros (9,28%), água e luz (6,15%), comunicação (3,73%) e comércio (2,54%). A maior concentração de inadimplentes está na faixa etária de 50 a 64 anos (24,99%). Em relação a gênero, a distribuição é equilibrada: 52,59% são mulheres e 47,41% são homens.
“O primeiro mês do ano sempre traz muitas contas, como IPVA, IPTU e material escolar, entre outras despesas. Além disso, muita gente fez compras no Natal e começa a pagar em janeiro, o que pode virar uma bola de neve. Por isso, sempre orientamos que as pessoas procurem se organizar para não passar o ano com dificuldades”, afirma Nicolau Miguel Obeidi, presidente da CDL Santos Praia, a inadimplência é reflexo da situação econômica do país.
NÚMERO DE DÍVIDAS
De acordo com a Assessoria de Imprensa da CDL, para a elaboração do levantamento, “é verificado, na base de dados do SPC Brasil, se a quantidade de devedores e de dívidas aumentou ou diminuiu em relação ao mês anterior e no acumulado de 12 meses”, mas a entidade não tem acesso a dados pessoais dos devedores. Também não tem o número absoluto de dívidas em atraso.
A entidade divulgou apenas que, em janeiro de 2026, o número de dívidas em atraso de moradores de Santos cresceu 1,59%, em relação a dezembro de 2025. O índice ficou abaixo do registrado na região Sudeste (2,15%) e da média nacional (1,88%).
No entanto, no acumulado anual (janeiro/2025 e janeiro/2026), o número de dívidas em atraso subiu 17,48% em Santos – no Sudeste, a alta foi de 15,93%, e no Brasil 15,76%. Em janeiro de 2026, cada consumidor inadimplente em Santos tinha, em média 2,296 dívidas em atraso, acima da média nacional (2,259 dívidas por consumidor).
VALORES
Em janeiro de 2026, cada consumidor negativado da cidade devia, em média, R$ 6.286,82, considerando a soma de todas as dívidas.
Os dados mostram ainda que: 25,06% dos consumidores tinham dívidas de até R$ 500; 11,19% tinham dívidas de R$ 500,01 a R$ 1.000; 17,78% tinham dívidas de R$ 1.000,01 a R$ 2.500; 22,39% tinham dívidas de R$ 2.500,01 a R$ 7.500; e 23,57% tinham dívidas acima de R$ 7.500. O tempo médio de atraso é de 29,5 meses (2 anos e 5 meses). Além disso, 35,59% dos devedores estão inadimplentes entre 1 e 3 anos.



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