
A inadimplência continua no cenário municipal santista pelo 11º mês consecutivo desde setembro de 2024. Com as contas se acumulando e o orçamento apertando, muitas famílias acabam perdendo o controle das finanças e veem o seu nome parar nos órgãos de proteção ao crédito. Segundo o balanço realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgado pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) Santos Praia, a cidade apresentou o crescimento de 0,19% no número de inadimplentes em julho deste ano, apesar da queda em relação ao mês anterior que registrou 0,72%.
A alta mensal de Santos ficou abaixo da média da região Sudeste, de 0,26%, mas acima da média nacional de 0,23%. Na comparação anual entre julho de 2025 e julho de 2024, Santos acumulou alta de 6,08%, inferior aos 7,23% do Sudeste e aos 7,98% do Brasil. Cada consumidor inadimplente em Santos mantinha em média 2,255 dívidas em atraso em julho de 2025. O número ficou abaixo da média do Sudeste (2,260) e acima da média nacional (2,212).
Segundo o presidente da CDL Santos Praia, Nicolau Miguel Obeidi, a situação é preocupante.
“Com a inadimplência alta, as pessoas compram menos e isso reflete nas vendas no comércio que ficam mais fracas, principalmente fora de datas especiais. Acompanhamos mensalmente os dados e torcemos que de fato, o cenário mude, porque hoje ele é feito de escolhas de produtos essenciais”, ressalta Nicolau.
Cada consumidor negativado em Santos devia em média R$ 6.188,46 em julho de 2025, considerando todas as dívidas. A distribuição por faixas de valor mostra 23,10% dos consumidores com dívidas até R$ 500 e 23,11% com débitos acima de R$ 7.500. Na faixa intermediária de R$ 2.500,01 a R$ 7.500, concentram-se 23,01% dos devedores.
Os consumidores com dívidas entre R$ 500,01 e R$ 1.000 representam 11,90%, enquanto aqueles com débitos de R$ 1.000,01 a R$ 2.500 somam 18,89%.
SETORES E PERFIL
O setor bancário lidera o ranking e concentrou 81,03% das dívidas em atraso registradas em Santos em maio de 2025. Na sequência aparecem outros setores (8,54%), comunicação (4,09%), água e luz (3,78%) e comércio (2,55%).
Já a faixa etária de 50 a 64 anos concentra 24,41% dos inadimplentes de Santos. Por gênero, as mulheres representam 52,52% do total, enquanto os homens somam 47,48%.
TEMPO
O tempo médio de atraso dos devedores em Santos atingiu 28,8 meses, equivalente a dois e três anos. Do total de inadimplentes, 37,63% mantêm dívidas em atraso há período entre um e três anos.


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