
Veículos Euro VI atenderão a Zona Noroeste; prefeitura quer modernizar toda a frota até 2029
Foram apresentados à população mais 18 veículos da nova frota municipal de transporte público de Santos. Os ônibus, que contam com a tecnologia Euro VI, reduzem em até 85% a emissão de poluentes em comparação aos modelos antigos. Todos os novos coletivos estão equipados com telemetria para monitoramento e manutenção preventiva, ar-condicionado, bancos estofados, suspensão de última tecnologia, Wi-Fi, plataformas de acessibilidade para pessoas com deficiência e sinalização de LED para maior segurança.
Segundo o gestor municipal, Rogério Santos, os 18 novos veículos apresentados na Praça Mauá, nesta terça-feira (10), atenderão as linhas da Zona Noroeste. “A Zona Noroeste é onde temos o maior percentual de pessoas que utilizam o transporte público diariamente. Todos esses 18 veículos atenderão as linhas desta parte da cidade.”
Vale destacar que a frota santista de transporte público é uma das mais modernas do Brasil e é renovada a cada sete anos e meio. Em outubro de 2024, foram substituídos 33 modelos com a atual tecnologia Euro VI, que, somados aos novos 18 coletivos, correspondem a 25% de toda a frota. Rogério Santos reiterou a importância dessa modernização: “Essa atualização traz economias em manutenção e combustível e reduz potencialmente os poluentes. Juntando o Euro V com o Euro VI, temos 90% a menos de poluentes em comparação aos modelos anteriores. A ideia é que, nos próximos quatro anos, tenhamos 100% da frota renovada com o modelo Euro VI.”
Questionado sobre a eletrificação do transporte público em um futuro próximo, o prefeito confirmou que já existem estudos a respeito, mas que os custos atuais tornam inviável a troca por veículos elétricos sem um aumento da tarifa. “É uma vontade da administração eletrificar a frota, mas o problema são os valores. Um veículo elétrico custa três vezes mais, o que impactaria no preço das passagens. O compromisso da gestão é não aumentar a tarifa nos próximos quatro anos. Trabalhamos sempre buscando o equilíbrio entre a modernização com novas tecnologias e o não aumento da tarifa dos transportes públicos.”
Por mês, a administração investe R$ 2 milhões para manter a tarifa sem aumento. Sem esse subsídio, segundo o prefeito, o preço final ao consumidor teria um acréscimo de R$ 1,50 na tarifa, o que traria um impacto significativo no bolso de quem ganha um salário-mínimo.

Tarifa Zero
Rogério Santos confirmou que a ideia é implementar a tarifa zero no futuro, mas destacou que isso depende de esforços conjuntos. “A tarifa zero é algo que buscamos, mas, para isso, é preciso financiamentos. Estamos desenvolvendo alguns modelos. Santos será a primeira cidade do Brasil a vender créditos de carbono, que deverão custear o transporte público. Também estamos solicitando aos deputados federais e estaduais que o governo federal e estadual subsidie os municípios nessa questão. A tarifa zero deve ser uma política nacional. É muito difícil para uma cidade do porte de Santos zerar a tarifa sozinha. Não aumentar já é um ganho, mas o ideal é realmente a tarifa zero. Acredito que, a médio prazo, todas as cidades deverão trabalhar nesse sentido.”
Por fim, o chefe do executivo confirmou que não haverá readequação de linhas pelo menos até que o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) esteja 100% operacional. “Essas readequações de linhas só serão feitas quando o VLT das linhas do centro estiver em operação comercial. As linhas do centro ainda estão em fase de teste, faltam alguns detalhes. Mas, a partir do momento em que a linha do VLT estiver em operação, teremos sim uma redução das linhas de ônibus, que deverão trabalhar em integração com o VLT. O passageiro poderá utilizar o mesmo bilhete no ônibus e no veículo leve sobre trilhos.”


Infelizmente, a frota de ônibus do sistema municipal (e metropolitano também) de Santos está longe, longe de estar entre as mais modernas do Brasil. A própria foto que ilustra esta matéria depõe contra a modernidade: vemos o chiqueirinho, apertando, encurralando os passageiros no embarque para a catraca, como nos anos 1980. São ônibus altos, duros, barulhentos (experimente-se fazer a jornada de seis, sete, oito horas que o motorista faz com esse motor dianteiro no ouvido…), duas portas… Pra começar a modernizar a frota deveriam ser incorporados veículos tipo padron (três portas, largas; motor traseiro, piso baixo, câmbio automático), não esses chassis encarroçados.