
Foi no silêncio da pandemia que o jornalista fotográfico e astrônomo amador Roberto Strauss decidiu tirar da gaveta uma ideia que o acompanhava havia anos: criar uma série de ficção científica.
Desde criança fascinado pelo universo, Roberto cresceu cercado por referências que vão de Júlio Verne e Carl Sagan a Star Trek, The X-Files e as missões da NASA. “Sempre gostei de ficção científica”, afirma.
Idealizador e coordenador da Expo Arte Foto Cosmos — projeto que reúne mais de 100 astrofotógrafos em exposições no Brasil e no exterior —, ele também se dedica à escrita nas horas vagas e decidiu transformar as ideias soltas em roteiros, que se tornaram a série Contos de Urânia, já com cinco volumes publicados na Amazon, no formato e-book. “Eu já escrevia algumas coisas, mas nada assim. Foi durante o isolamento que comecei a colocar no papel o que tinha na cabeça.”
O projeto nasceu com vocação audiovisual. “Tem muito diálogo e capítulos curtos, de cerca de dez páginas. É como se eu estivesse contando uma história para alguém”, explica. Essa estrutura, segundo ele, facilita adaptações e deixa espaço para a criatividade de quem for levar a obra para a tela.
Roberto já enviou o roteiro para uma produtora e sabe que o caminho até chegar ao streaming é longo. Apesar disso, o projeto passou pela primeira fase de seleção e aguarda análise em plataformas.
Enquanto espera, o autor decidiu seguir com as publicações da série literária. “Já estou no quinto volume, com outros quatro prontos. Lanço aos poucos na Amazon”, diz.
O processo criativo segue um ritual próprio: escrever à noite, com música — geralmente cantos gregorianos — e a mente viajando por cenários imaginários. “Às vezes a inspiração vem, às vezes não. Tem dia que você escreve e sai perfeito. Tem dia que nada funciona.”
Grande parte das tramas nasce de fatos reais da astronomia, transformados em ficção. “Peguei casos como o sinal ‘Uau!’, descobertas recentes de cometas e objetos interestelares, e adaptei. Quem gostar de Star Trek, Star Wars, ficção científica e astronomia, vai gostar.”
Enquanto isso, Roberto segue cuidando do projeto com paciência. “É como plantar uma árvore: você cuida, rega e espera. Pode levar anos, mas, se florescer, vai ser bonito de ver.”


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