
Os professores da Rede Municipal de Ensino de São Vicente decidiram dar continuidade à greve, que entra no 4º dia. Em assembleia realizada no início da noite desta segunda-feira (7) os servidores votaram pela permanência da paralisação e estabeleceram uma agenda de protestos até quinta-feira, quando um novo encontro será realizado.
Nesta terça (8) pela manhã as manifestações acontecem em frente à Prefeitura. À tarde o movimento será na entrada da Câmara Municipal. Para quarta-feira (9) estão previstas duas carreatas pelas ruas de São Vicente, uma pela manhã e outra à tarde. Já na quinta-feira haverá um ato na Prefeitura pela manhã, outro na Câmara à tarde e a assembleia, marcada para as 17 horas.
O movimento de ontem afetou 30 escolas. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Magistério e na Educação Municipal de São Vicente (Sintramem), Roberto Ciccarelli Filho, justificou os atos em dois períodos.
“Dividimos as ações porque 90% da rede municipal tem dobra em outros municípios. Então tem professor que trabalha de manhã aqui e à tarde em outro município. E tem professor que trabalha à tarde e de manhã em outro município. Então é uma categoria que precisa de dois movimentos por dia para mostrar a sua insatisfação”.
Em nota enviada à redação do Jornal da Orla, a Prefeitura de São Vicente informou que, com o não cumprimento da categoria à decisão do Tribunal de Justiça – que exige a presença de 70% do corpo docente em ativa nas escolas -, a Procuradoria do Município requereu à Justiça o aumento do valor da multa ao sindicato. Além disso, foi solicitada ao TJ uma nova audiência de tentativa de conciliação, uma vez que o sindicato, apesar de intimado, não compareceu à primeira.
“A Administração Municipal reforça o entendimento de que o direito à greve é legítimo, desde que cumpra com o determinado pela justiça, o que não vem sendo respeitado pela categoria. A Prefeitura continuará obedecendo a determinação da justiça, exercendo a fiscalização do cumprimento da ordem judicial para não prejudicar as crianças”. Sobre nova proposta, a Prefeitura ressalta que o Governo Federal reduziu em -6% os recursos da Educação para o ano de 2025 em relação ao ano anterior e que, mesmo assim, alocou e economizou recursos para conseguir fazer uma proposta de 3,5% e +R$ 100,00 no Auxílio Educação, o que significará um investimento de R$ 10 milhões em um cenário de queda de R$ 8 milhões.


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