
A Prefeitura de Cubatão proibiu a venda de bebidas destiladas no Guará Fest, evento no Pìer do Casqueiro, neste e no próximo fim de semana, tanto nos restaurantes dentro do evento quanto nos ambulantes ao redor da área e da Praça Independência. Além dessa medida, uma ação realizada sexta-feira (3), em um estabelecimento comercial na Vila Esperança, apreendeu 145 garrafas de bebidas destiladas sem nota fiscal.
O comércio é apontado como o local onde uma mulher internada no Hospital Municipal de Cubatão (HMC) teria consumido bebida alcóolica, no domingo, 28 de setembro. Ela foi levada pelo SAMU para o Pronto-Socorro Central da cidade, com convulsões, e depois transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HMC – foi para a enfermaria, na sexta-feira. A Secretaria Municipal de Saúde e o hospital aguardam resultado do teste para detecção de metanol, sob responsabilidade do Instituto Adolfo Lutz, na Capital.
Em Peruíbe, desde a quinta-feira (2), a Prefeitura, com apoio das polícias Civil e Militar, desenvolve a Operação Dose Segura, uma força-tarefa integrada por órgãos municipais e estaduais. De acordo com a Administração, 20 estabelecimentos entre bares, adegas, tabacarias, baladas e restaurantes foram fiscalizados.
As ações resultaram, até o momento, em mais de 10 autuações lavradas, uma pessoa presa por “descaminho de produtos” e quatro comércios tiveram o funcionamento temporariamente encerrado, por irregularidades sanitárias e ausência de documentação obrigatória. Além disso, foram feitas apreensão de produtos, cigarros e bebidas sem comprovação de origem.
Também na sexta-feira, a Prefeitura de Santos realizou força-tarefa, durante a noite, para fiscalizar bares e restaurantes em diversos bairros da cidade: um bar no bairro Embaré foi interditado, por não apresentar notas fiscais dos produtos; em estabelecimento na Aparecida, mercadorias sem o selo do IPI foram apreendidas e tiveram a venda proibida. Segundo a Prefeitura, a operação teve caráter educativo e preventivo, visando orientar os comerciantes e garantir a segurança dos consumidores quanto à procedência das bebidas.
Na operação realizada também na sexta-feira (3), a Prefeitura de São Vicente, encontrou irregularidades em duas adegas no bairro Japuí. Uma delas foi fechada, porque funcionava sem licença, na Rua Antônio Luís Barreiros. O proprietário será intimado a tomar as providências para que o empreendimento possa voltar a funcionar. Além disso, foram apreendidas no local garrafas sem procedência e outras sem condições adequadas de conservação para consumo.
Em outro estabelecimento (na Avenida Tupiniquins), a fiscalização apreendeu garrafas de destilados com indícios de adulteração (ausência de rótulo, falta de lacre ou lacres rompidos). Os itens recolhidos foram encaminhados à Polícia Civil para a realização de testes laboratoriais e posterior registro de boletim de ocorrência, para que as devidas providências sejam adotadas. Além das adegas autuadas, outros estabelecimentos foram fiscalizados, mas não apresentaram irregularidades. A iniciativa integra o plano de estratégias traçadas pelo Comitê de Combate à Adulteração de Bebidas Alcoólicas, criado no Município.
Em todos esses municipais, as ações envolvem diferentes secretarias locais, polícias Civil e Militar, Procon e Guarda Civil.


Imagens das ações em Santos, Cubatão e Peruíbe, em fotos divulgadas pelas respectivas prefeituras
DENÚNCIAS
Em São Vicente, as denúncias podem ser feitas via: Procon (WhatsApp) – (13) 3579-1307; Vigilância Sanitária (e-mail) – [email protected]; Ouvidoria – (13) 3579-1325 ou (13) 3579-1326, das 9h às 17h.
O Procon em Santos alerta os consumidores a sempre verificarem a procedência e a rotulagem das bebidas antes da compra, conferindo dados como fabricante, validade e lote. A ausência dessas informações é um sinal de alerta. Denúncias sobre suspeita de adulteração ou falta de informações no rótulo, podem ser feitas online (site: procon.santos.sp.gov.br), ou presencialmente no Poupatempo (Rua João Pessoa, 244), de segunda a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 13h.
Governo de São Paulo intensifica fiscalização
A Secretaria de Estado da Saúde confirma 14 casos de pessoas contaminadas por metanol, duas delas morreram. Outros 148 casos são investigados, incluindo sete mortes. O gabinete de crise montado pelo Governo de São Paulo contra a falsificação de bebidas por metanol intensificou suas ações na noite de sábado (4), com fiscalizações em festas universitárias, bares e adegas.
A quantidade de garrafas apreendidas para averiguação desde segunda-feira (29) ultrapassa 7 mil, além das outras 50 mil recolhidas ao longo do ano em todo o estado. Desde o início de 2025, 41 pessoas foram presas, 19 delas na semana passada.
O Estado computa 11 estabelecimentos interditados cautelarmente. As autoridades realizam esse procedimento para colher amostras de bebidas e verificar suspeitas de contaminação por metanol, o que só acontece posteriormente, pela Polícia Científica. Até lá, os estabelecimentos podem ser interditados por questões sanitárias, como falta de higiene e problemas no armazenamento de alimentos. Estabelecimentos que comprovadamente venderam bebidas adulteradas com metanol terão a inscrição estadual cancelada, ou seja, serão fechados.
A Polícia Civil continua com as investigações para identificar os envolvidos nas adulterações. Uma das hipóteses é de que a contaminação pode ter acontecido no momento da limpeza dos vasilhames com metanol.
RECOMENDAÇÕES
A intoxicação por metanol é grave, pode levar à cegueira permanente e até causar a morte. O metanol pode estar presente em bebidas alcoólicas clandestinas e adulteradas, além de produtos como combustíveis, solventes e líquidos de limpeza. A Secretaria de Estado da Saúde recomenda evitar o consumo de bebida destilada, com procedência desconhecida. O paciente com quadro incomum após ingestão de bebida alcoólica deve procurar atendimento médico imediato, realizar exames laboratoriais e avaliação oftalmológica. Os sintomas de alerta são dores abdominais intensas, tontura e confusão mental. O socorro em até 6 horas após o início dos sintomas é fundamental para evitar o agravamento. (MAF)


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