
Lavar roupa, limpar a casa e manter o banheiro em ordem fazem parte da rotina de milhões de brasileiros. Esses cuidados com o lar exigem uma lista de produtos que pesa no orçamento das famílias todos os meses. Quando os preços desses itens caem, o impacto aparece no bolso e permite que o consumidor compre mais ou economize para outras despesas. Em setembro, essa conta ficou mais leve para quem vai ao supermercado. Segundo uma pesquisa realizada por meio do Índice de Preços dos Supermercados (IPS), que a APAS (Associação Paulista de Supermercados) elabora em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o item que registrou a maior retração foi o sabão em pó diminuindo 2,63% do preço.
O amaciante apresentou recuo de 1,91%, enquanto o alvejante teve redução de 1,33%. Entre os produtos para limpeza doméstica, o desinfetante caiu 1,44% e o sabão em barra, 1,17%. O grupo de artigos de limpeza acumulou deflação de 1,24% no período, após ter subido 0,55% em agosto.
No acumulado de 12 meses, produtos como esponja de aço (-5,16%) e pano de limpeza (-0,47%) apresentaram as maiores quedas, indicando maior estabilidade entre os itens de menor valor unitário e com forte presença de marcas regionais.
Para o diretor da regional da APAS na Baixada Santista, Antonio Carlos Rodrigues Filho, essa queda ocorreu por ajustes no atacado e por melhora na cadeia de suprimentos. “O preço de produtos básicos, como sabão em pó e desinfetante, começou a cair um pouco, depois de um período de reajustes. Isso traz um certo alívio para o consumidor”, diz.
O executivo ainda explica que o consumidor compra com mais estratégia, busca embalagens maiores, aproveita ofertas e confia em marcas regionais. “É um jeito de manter o carrinho cheio sem pesar tanto no orçamento”, afirma.
CENÁRIO
“A pesquisa tem abrangência estadual. Portanto, o cenário apresentado pelo IPS em setembro reflete uma realidade que também pode ser trazida para o contexto dos municípios da Baixada Santista”, ressalta Antonio.
O diretor regional destaca que a pesquisa identificou variação expressiva de preços no mês de setembro no grupo de produtos de limpeza. “Essa foi a terceira ocasião no ano em que o grupo apresentou deflação, sendo o maior percentual em setembro. Em janeiro, por exemplo, houve queda de 0,36% e em maio ocorreu um cenário de relativa estabilidade, com redução de apenas 0,06%”, detalha.
Rodrigues Filho chama atenção para a contribuição das marcas regionais no processo de redução de preços. “O relatório do IPS traz uma importante constatação, demonstrando que a forte presença de marcas regionais ajuda a reduzir os preços dos produtos”, observa.
EXPECTATIVA
Sobre as perspectivas para este mês de outubro, o executivo prevê continuidade no ciclo de redução de preços. “Atualmente, o câmbio tem ajudado, os custos produtivos estão se estabilizando”, avalia.
Rodrigues Filho pondera que a manutenção da tendência depende da estabilidade do cenário econômico. “Ao menos que haja alguma mudança de cenário mais acentuada”, finaliza.


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