
Lideranças e associações que representam os caminhoneiros discutem uma possível paralisação nacional em protesto contra a os aumentos nos preços dos combustíveis. O movimento fortaleceu-se nas assembleias regionais realizadas durante a semana, inclusive uma em Santos.
A principal razão é o aumento constante do óleo diesel, que subiu quase 19% desde o final de fevereiro. O setor alega que a volatilidade do mercado internacional de petróleo, pressionada por conflitos no exterior, tornou o frete inviável.
Segundo Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), a categoria deu aval para a mobilização após uma reunião no Porto de Santos. A orientação repassada aos profissionais é permanecerem em casa ou em postos de conveniência, evitando o bloqueio direto de pistas para não haver o risco de multas.
ICMS
A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.
A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nesta quarta-feira (18).
Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.
Segundo a equipe econômica, a zeragem do imposto pode gerar renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo Governo Federal.
A proposta prevê que a medida tenha caráter temporário, com validade até 31 de maio. O impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões no período, sendo metade arcada pela União.



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