
Os policiais levaram computadores e celulares da clínica para investigação; denúncia foi apresentada por operadora de saúde
A sede da clínica Almai Instituto de Neurodesenvolvimento Infantil, localizada na Avenida Pedro Lessa, em Santos, foi alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (18), após denúncia apresentada por uma operadora de plano de saúde. O pedido resultou na instauração de inquérito policial para apurar possíveis crimes de estelionato, associação criminosa e falsificação de documento particular, envolvendo os donos, Polyanna Ribeiro de Oliveira Muniz, Gustavo Silva Muniz e a própria clínica. Os policiais levaram computadores e celulares da clínica para investigação. A reportagem ainda aguarda mais detalhes sobre a operação.
De acordo com a denúncia, a operadora encaminhou às autoridades material recebido de forma anônima — incluindo documentos e áudios — que indicariam a prática de diversas fraudes contra planos de saúde. Entre as irregularidades apontadas estão autorizações de volumes considerados fisicamente impossíveis de atendimentos mensais, chegando a até 500 sessões por paciente.
Também há indícios de falsificação de diplomas e certificados de especialização, que teriam sido utilizados para viabilizar o credenciamento irregular de profissionais. A denúncia ainda relata o suposto pagamento de incentivos financeiros a médicos para a realização de diagnósticos em massa de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que teria provocado um aumento artificial da carga horária de terapias.
Outro ponto levantado é o suposto pagamento das mensalidades de planos de saúde de beneficiários, com o objetivo de mantê-los vinculados à clínica, além da utilização de estagiários sem supervisão adequada. A operadora também aponta a cobrança por terapias que não teriam sido efetivamente realizadas, falsificação de assinaturas em guias de atendimento e a obtenção irregular de logins e senhas dos aplicativos dos beneficiários.
Ainda segundo a denúncia, haveria manipulação de sistemas de validação biométrica, com uso de fotografias dos pacientes para permitir o faturamento de sessões sem a presença real dos atendidos. As supostas condutas teriam gerado vantagem financeira ilícita, prejuízos às operadoras de saúde e possíveis riscos clínicos a crianças com TEA, em razão de atendimentos supostamente não qualificados.
O caso segue sob análise das autoridades competentes, que irão apurar os fatos e verificar a eventual responsabilidade dos envolvidos. O Jornal da Orla tentou contato com a clínica, mas não obteve retorno até o momento.
*Matéria em atualização.


Parabéns a equipe do Jornal da Orla pela pronta informação de um assunto de suma importância para a região.
Não deixem de investigar a clínica do Guarujá
Minha filha passou por várias clínicas em Santos e uma em Praia Grande. A grande maioria me impedia de verificar quem era a terapeuta que ministrava o tratamento, ou justificava que a terapeuta tinha faltado naquele dia específico em que flagrávamos que o atendimento não condizia com aquela profissional. Uma clinica em praia grande forneceu declaração de que tinha os profissionais. Tive que judicializar para dizer o contrário, mas nenhuma prova que anexamos no processo foi levada em consideração. Apenas as provas da Operadora do Plano, dentre elas, uma declaração de capacidade de atendimento, foi aceita. É um misto de descaso, desprezo, má vontade com as petições da minha filha PCD. Não dá para entender, ou até dá, né…
Essa clínica teve avanço meteórico em expandir prá várias unidades, eis que aparece a VERDADE e FALCATRUA
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