Metrópole

Nutricionista indica alimentação ideal na hora de torcer

13/06/2026 Paulo Rogerio
Imagem gerada por IA

Assim como já aconteceu nas Copas de 1970 e 1986, ambas no México, e na de 1994, nos Estados Unidos, o Brasil está, na maior parte de seu território, à frente dos países-sede da Copa de 2026. Pelo menos em termos de fuso-horário. Com os jogos acontecendo no México, no Canadá e nos Estados Unidos, a bola estará rolando entre a tarde e a noite pelo horário de Brasília. E, para quem tem o hábito de degustar algumas iguarias durante as pelejas, pode ficar a dúvida sobre a alimentação ideal para acompanhar as partidas, sobretudo as noturnas.

É verdade que, na primeira fase, a Seleção Brasileira jogará somente uma vez às 21h30, mas vai que a partida fique indigesta…

Para que isso não aconteça, a endocrinologista Priscila Oiring indica o cardápio ideal para ninguém ter problemas enquanto acompanha as partidas da Copa do Mundo, independentemente do horário. A médica diz que é possível aproveitar os jogos sem abrir mão da saúde e mantendo o equilíbrio. Basta se planejar.

“Um cardápio saudável inclui petiscos leves, como pipoca feita sem excesso de óleo, sanduíches naturais, vegetais cortados, como cenoura e pepino com pastas à base de iogurte, homus ou guacamole, espetinhos de queijo branco, tomate cereja e manjericão, chips assados de vegetais , wraps leves etc. Com os jogos no período noturno, vale fazer uma refeição equilibrada, substituindo o jantar que combine com o clima festivo: churrasco com espetinho de carne bovina magra com cebola, tomate e pimentão; espetinho de peito de frango; espetinho de legumes, vinagrete e arroz de acompanhamento, ou aproveitar o friozinho e fazer uma noite de caldos com caldos variados como mandioquinha, legumes, feijão, canja ou mandioca, colocando alguma proteína magra e evitando embutidos”.

A médica lembra que, dentr os erros mais comuns nesse período, está o ato de comer desatento, pelo clima e a própria ansiedade pelo jogo. “Acabamos beliscando sem perceber a quantidade de comida ingerida, exageramos em alimentos ultraprocessados, embutidos, salgadinhos, frituras e fast food e aumentamos o consumo de álcool e refrigerantes”.

Priscila reforça a importância de evitar refeições com o horário avançado, tarde da noite. “Refeições volumosas e ricas em gordura, açúcar ou álcool próximas ao horário de dormir podem lentificar e prejudicar a digestão, aumentando a chance de refluxo, azia e, consequentemente, piorando a qualidade do sono. Em relação à parte metabólica, temos uma menor sensibilidade à insulina no período noturno, o que pode dificultar o controle da glicemia e favorecer ganho de peso”.

A endocrinologista ressalta haver uma diferença entre sentir fome de verdade e comer por ansiedade ou empolgação durante os jogos. “Temos a fome fisiológica, que vem da necessidade de se nutrir e repor energia, mas também temos a fome emocional que pode aumentar mesmo em uma situação em que já estamos alimentados. Uma estratégia útil é, se possível, fazer uma refeição equilibrada antes do jogo, para estar mais saciado e ter um comer mais atento durante o evento”.

Para quem tem problemas de saúde ou simplesmente quer perder peso, a médica indica planejamento. “Pessoas com diabetes devem monitorar horários das refeições, evitar excesso de carboidratos simples, açúcar, refrigerantes e álcool. Para hipertensos, além do álcool é importante reduzir também alimentos ricos em sódio, como embutidos, salgadinhos industrializados e molhos prontos. Para quem tem alterações do colesterol evitar excessos de carnes gordurosas, embutidos e queijos amarelos . Moderação e escolhas conscientes fazem toda a diferença”.

TIME TITULAR

A “escalação” perfeita para todo mundo torcer sem ter problemas seria, portanto: pipoca caseira, vegetais crus com molhos leves, sanduíches leves, espetinhos de proteínas magras, frutas frescas, bebidas sem açúcar, e, para quem consome álcool, moderação e hidratação adequada. A cerveja sem álcool é uma boa aliada nestas comemorações.