
A Mostra Cultural Plínio Marcos, promovida pelo Instituto Arte no Dique, chega à 14ª edição neste sábado (6), a partir das 13 horas, consolidada como a principal celebração dos trabalhos desenvolvidos ao longo de 2025 nas oficinas da instituição. A programação reúne apresentações criadas pelos participantes das oficinas e números de artistas convidados, de destaque regional e nacional, promovendo um rico intercâmbio cultural. O evento também celebra os 23 anos de atuação do projeto no Dique da Vila Gilda, território que abriga a maior favela sobre palafitas do país.
Encontro anual
Criada em 2011, a mostra se consolidou como um momento de encontro entre alunos, educadores e famílias. “É a junção de todas as nossas oficinas. É o momento para as famílias verem o que seus filhos trabalharam durante o ano”, explica o presidente do Arte no Dique, José Virgílio Leal de Figueiredo.
A programação começa com abertura e exibição de vídeos institucionais e segue ocupando todos os espaços do instituto.
Diversidade de linguagens
As apresentações reúnem produções de diferentes áreas — dança, teatro, música, cultura urbana e esportes. Estão na programação: vídeos institucionais e de atividades, balé clássico, dança afro, street e cultura urbana, canto e coral, percussão e bateria, capoeira, taekwondo, sopro, teatro, além de atividades ligadas a games.
O taekwondo chega embalado por conquistas recentes. “Ganhamos cinco medalhas de ouro no Paraná, três de prata e duas de bronze”, destaca.
Para ele, a mostra vai além da dimensão artística. “É importante para as famílias verem o resultado da entrega dos seus filhos. E para o jovem, é reconhecimento do próprio trabalho. Quem tiver aptidão pode seguir pela arte, mas nosso objetivo principal é a formação cidadã”.
O projeto
Atendendo mais de 500 pessoas por dia com oficinas gratuitas e acompanhamento social, o Arte no Dique atua há 23 anos promovendo cultura, educação, esporte e cidadania. Hoje, muitos colaboradores são ex-alunos. “A maioria dos nossos colaboradores é da comunidade. Fico feliz de ver adolescentes de 19, 20 anos ocupando os espaços que imaginei para eles lá atrás”, afirma.
Ações permanentes
Ao longo de duas décadas, o instituto consolidou um conjunto de equipamentos e iniciativas no Complexo Rei Pelé, onde funcionam o estúdio de audiovisual Moraes Moreira, a quadra de futsal Douglas Franklin e a escola de marcenaria artesanal.
O Arte no Dique também realiza grandes eventos anuais que movimentam milhares de pessoas durante o ano, como O Som das Palafitas, Samba das Três e o tradicional Arraial do Arte, reunindo shows, oficinas e intercâmbios culturais.
Cultura e saúde
Desde 2024, o instituto mantém o Consultório Popular Dr. Aníbal Revault Figueiredo, que oferece atendimentos médicos gratuitos para a comunidade, sob coordenação do infectologista Marcos Caseiro e de uma equipe de profissionais e estudantes de medicina, reforçando a proposta de integrar cultura, saúde e desenvolvimento social em um mesmo território.
Para 2026, a meta é ampliar o atendimento com ginecologia e saúde mental. “A depressão é a doença deste século, e muita gente sofre em silêncio”, diz.
O que esperar
A Mostra Cultural promete uma tarde intensa de apresentações. “Vai ser muita arte, de todas as linguagens que trabalhamos, feita com muita qualidade. Pessoas que nunca imaginaram subir num palco hoje são aplaudidas de pé no Municipal, com a autoestima lá em cima”, celebra.


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