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Morre Brito, zagueiro campeão com o Brasil na Copa de 1970, aos 86 anos

11/06/2026 Da Redação Estadão Conteúdo
Arquivo/CBF

Brito, ex-zagueiro que atuou pela seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1966 e 1970, morreu aos 86 anos. A informação foi confirmada na página oficial dele nas redes sociais. A causa da morte não foi informada.

Nascido Hércules Brito Ruas, o Brito, como era conhecido, começou a carreira no Vasco da Gama, seu time do coração. Depois de uma temporada emprestado ao Internacional, assumiu a posição de titular em 1960, com a responsabilidade de substituir Bellini, que havia sido bicampeão mundial com a seleção brasileira.

No clube carioca ficou por 10 anos, tendo sido campeão do Torneio Rio-São Paulo em 1966. Naquele ano, fez parte do grupo brasileiro na Copa do Mundo da Inglaterra e foi titular na partida contra Portugal, na qual a seleção acabou eliminada ainda na fase de grupos.

“Com o mais profundo pesar, recebemos a notícia do falecimento de Brito, um dos maiores zagueiros da história do Vasco da Gama. Hércules Brito Ruas tinha 86 anos, era vascaíno de berço e foi revelado em São Januário. Com a Cruz de Malta, disputou 405 jogos e anotou 11 gols, em duas passagens: 1957 e de 1959 até 1969. Conquistou o Torneio de Paris de 57 e o Rio São Paulo de 66. Suas atuações e seu porte físico o levaram para a Seleção Brasileira, a qual defendeu em duas Copas do Mundo: 1966 e 1970, de onde saiu com o Tri-Mundial. Obrigado por tudo, ídolo!Descanse em paz”, prestou homenagem o Vasco.

Em 1969, ele foi negociado com o Flamengo. Convocado para Copa do Mundo de 1970, realizada no México, foi titular em todos os jogos da conquista do tricampeonato do Brasil, se destacando pelo excelente preparo físico.

Brito formou a defesa do Brasil ao lado de Piazza. Juntos, sob comando de Zagallo, foram campeões com a vitória por 4 a 1 sobre a Itália no mesmo Estádio Azteca, na Cidade do México, onde México e África do Sul abriram o mundial de 2026, nesta quinta-feira, 11.

Na conquista do Tri, o carioca formou a vitoriosa dupla de zaga com Piazza. Juntos, somavam atributos importantes para uma defesa. Piazza era conhecido pela técnica, e Brito, pela força e imposição física. Não à toa, Hércules era seu nome. Atuou como titular nos seis jogos do Mundial e sequer foi substituído.

O zagueiro teve passagens por Cruzeiro, Botafogo, Athletico-PR, Corinthians e também no futebol do Canadá e da Venezuela.

A CBF também lamentou a partida do campeão. Em nota, o presidente da Confederação, Samir Xaud, relembrou o desempenho do zagueiro na campanha do tri. “Brito nos deixou como um dos grandes zagueiros da história do futebol brasileiro. Sua contribuição para o tricampeonato mundial na Copa de 70 será eternamente lembrada por todos nós. Presto minha reverência a este ídolo do nosso país. Que sua raça seja uma inspiração para nossos jogadores que disputarão a Copa”, disse Samir.