
Santos registrou desde setembro de 2024 alta na inadimplência. O dado foi apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), e divulgado pela CDL Santos Praia. Em junho, o número de devedores na cidade subiu para 0,74%, em relação a maio, 0,72%. A maior concentração de inadimplentes está na faixa de 50 a 64 anos (24,33%), sendo 52,46% mulheres e 47,54% homens. De acordo com o levantamento, a média das dívidas ultrapassa R$ 6.200,00. A pesquisa é mensal, com a verificação de dados do SPC.
Para o presidente da CDL Santos Praia, Nicolau Miguel Obeidi, a realidade econômica preocupa. “O número de endividados segue em alta, as pessoas deixam de consumir o que não é gênero de primeira necessidade, afetando o Comércio. Esperamos que as pessoas consigam se organizar. Muitas conseguiram receber o 13º antecipado e isso dá um alívio nas contas”.
A variação anual de junho/2025 em relação a junho/2024, a alta acumulada em Santos é de (5,45%), na região Sudeste (5,93%) e no Brasil (7,73%). Obeide destaca que a concentração de inadimplentes de 50 a 64 anos chama atenção. “Geralmente, essa faixa etária, são pessoas que já se aposentaram ou diminuíram o seu ritmo de trabalho e hoje elas estão com dificuldade financeira. Hoje você vai no mercado, em duas sacolinhas, gasta 100, 200 reais. Bem complicado”, diz.
Os dados mostram ainda que 23,23% dos consumidores tinham dívidas de até R$ 500,00. Já 23,25% devem acima de R$ 7.500,00. O tempo médio de atraso dos devedores é de 2 anos e 4 meses, sendo que 38,52% estão inadimplentes de 1 a 3 anos.
O setor que mais registrou dívidas em Santos foi o de Bancos (81,35%), seguido por Outros (8,43%), Comunicação (3,86%), Água e Luz (3,85%) e Comércio (2,50%).
Na comparação entre junho de 2025 e junho de 2024, o número de dívidas subiu em Santos (11,07%), no Sudeste (11,51%) e no Brasil (12,82%).
Em números absolutos, em junho de 2025, cada consumidor inadimplente em Santos tinha em média (2,253 dívidas em atraso). O número ficou abaixo da média da região Sudeste (2,260 dívidas por pessoa inadimplente) e acima da média nacional registrada no mês (2,211 dívidas para cada pessoa).



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