
Por trás da barba branca, do traje vermelho e do sorriso acolhedor, existe alguém que leva muito mais do que presentes: leva alegria, esperança e memórias que se repetem ano após ano. O Papai Noel do Praiamar Shopping conversou com o Jornal da Orla para revelar os pedidos mais curiosos da criançada neste Natal e compartilhar histórias que aquecem o coração, reforçando a magia da época. Entre ursinhos, cartinhas e pedidos de celular, o encanto não está apenas nos presentes que entrega, mas na capacidade de transformar simples encontros em lembranças inesquecíveis, despertando sonhos e sorrisos nos pequenos.
Há quanto tempo você é Papai Noel?
Há 3.256 anos. Mas aqui no shopping estou há cinco anos.
Por que você decidiu virar Papai Noel?
Sempre gostei muito de crianças e acho maravilhoso poder levar a elas esperança, alegria e um pouco de magia.
Já ganhou presentes das crianças?
Já sim. Ganhei dois presentes esse ano. Um chocolate e um ursinho.
Uma menina chegou com a mão pra trás e disse que tinha um presente pra mim. Ela me deu o ursinho e falou: “É para você nunca mais esquecer de vir, Papai Noel”. Foi muito bonito.
Em cinco anos aqui no shopping, você vê as mesmas crianças voltando a cada Natal?
Vejo sim, e é muito especial reconhecer alguns rostinhos que se repetem. Tem o Luca, por exemplo, quando era pequenininho, sentava no trono e ficava em silêncio, só ali comigo. Na hora de ir embora, sempre vinha me abraçar e chorava. Hoje ele já tem nove anos. Algumas crianças vêm apenas para dar um abraço e depois vão embora. Esses momentos são pequenos, mas extremamente marcantes.
Existe algum pedido que se repete muito todos os anos?
Hoje em dia é o celular. Todo mundo quer, no mundo inteiro.
E o que as crianças mais gostam em você?
Das brincadeiras. Eu faço muita graça, brinco bastante com elas. Quando a criança chega tímida com a cartinha, eu faço de conta que é uma receita de bolo: “Um quilo de farinha, três ovos…”. Elas ficam apavoradas, os pais riem, e aí todo mundo se solta.
Elas trazem muitas cartinhas?
Trazem sim. E eu criei uma coisa que virou meio que uma marca minha: pedir para a criança colocar a cartinha na casinha e filmar, para mostrar para o vovô, para a vovó, para os tios. Muitas já vêm sabendo disso.
O que é preciso para ser um bom Papai Noel?
Não é só vestir a roupa. Tem que ter afinidade com o mundo do sonho, da fantasia, da alegria. Tem que deixar fluir.
Você entra mesmo no personagem, né?
Totalmente. Conto histórias dos duendes, das bagunças na fábrica, da farinha voando, do cheiro do panetone… as crianças entram na história junto comigo.
Você pede alguma guloseima na noite de Natal?
Eles já falam do biscoito, do leite e da cenoura para as renas. Mas eu digo que quero um sanduíche de pernil (risos).
Que mensagem você deixa para as crianças neste Natal?
Crianças, se comportem, porque o Papai Noel está de olho em tudo, sempre. Continuem com amor no coração, alegria, sejam gentis com todo mundo, com os amiguinhos. Nada de fazer coisa errada, estudem bastante. Ser uma boa criança é ser uma boa pessoa no mundo e para todo mundo.


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