Cena

Duo Choro de Bolso lança seu novo álbum, Pão de Cará, nesta quinta

11/02/2025 Isabela Marangoni
Tiago Cardeal

Santos é praia, sol e futebol mas é, também Porto, café e pão de cará. Elementos, entre muitos outros, que traduzem a identidade da Cidade e dos santistas. Foi pensando nessas particularidades que o Choro de Bolso e Julinho Bittencourt lançaram o novo álbum ‘Pão de Cará’.

Trazendo a essência da cidade mais conhecida da Baixada, a parceria de longa data homenageou Santos da melhor forma possível, buscando uma nova visão do passado e presente. “O pão de cará é conhecido por ser uma peculiaridade da cidade que tanto amamos. Achamos que seria bacana ter um desses símbolos como nome do álbum”, comentam.

A parceria de quatro décadas deu lugar a uma nova experiência musical. Dez anos após a primeira colaboração, eles decidiram repetir a dose, mas com um toque especial dessa vez. “No primeiro álbum, todas as músicas são cantadas. Neste, incluímos algumas apenas instrumentais também. Foi um trabalho em conjunto, tem músicas que o Julinho fez a letra e eu a melodia e vice-versa”, comenta Marcos Canduta.

Quanto às reflexões que o disco traz, os músicos afirmam que as canções têm uma grande relação com suas vivências. “A grande maioria é romântica e fala muito da nossa vida”, diz Julinho. Relembrando o processo de gravação, Marcos diz que sentia que ainda faltava alguma coisa. Uns dias depois, escreveu um novo choro ‘Ainda Dois Corações’ e sentiu que havia preenchido esse vazio.

A gravação do disco foi realizada com recursos do FACULT – Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes de Santos. Em razão disso, e para divulgar o álbum que retrata a cidade caiçara, o Choro de Bolso realizará na quinta-feira o terceiro show de lançamento, com sucessos de seus últimos álbuns, além de, claro, ‘Pão de Cará’.

Quanto ao que esperar do show, Marcos diz que os apreciadores de boa música vão ficar felizes em participar. “Todos que estiverem presentes no Clube do Choro de Santos terão a oportunidade de ouvir choro, maxixe, valsa, baião, fado, canções inéditas, autorais e bem bonitas!”.