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Campanha busca desestimular uso do celular durante um mês

04/02/2026 Da Redação
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Uma campanha está buscando desestimular o uso do telefone celular. O movimento “Fevereiro Sem Celular” é um desafio da Global Solidarity Foundation que visa estimular um uso mais consciente do aparelho, reduzindo o tempo das pessoas em conexão. A campanha consiste em tentar ficar o mês todo sem o dispositivo, para melhorar o sono, aprimorar atividade de trabalho e tornar-se um indivíduo mais sociável.

Diante disso, a psiquiatra Ana Paula Matsumota elenca algumas estratégias que podem ajudar a usar menos o aparelho: evitar uso antes de dormir, desativar notificações desnecessárias, substituir por atividades prazerosas “offline” e usar aplicativos de controle de tempo.

Para a médica, o problema não é o celular, mas sim a forma de uso. “O celular é um equipamento que traz muitos benefícios para o nosso dia a dia, mas o uso sem limites pode gerar prejuízos importantes à saúde mental”, explica. Segundo dados da Global Solidarity Foundation, as pessoas costumam checar dispositivos do celular, em média, 221 vezes por dia.

O uso do celular de forma descontrolada pode acarretar ansiedade, insônia, estresse, irritabilidade, dependência comportamental, dificuldade de concentração, queda de produtividade e sintomas depressivos. E quem já possui algum transtorno psiquiátrico como TDAH, transtornos do sono, transtornos alimentares e transtornos de imagem, podem ter o quadro agravado.

Matsumota avalia que o uso racional do aparelho se dá quando a pessoa não tem problemas de sono, no trabalho, estudos, relações sociais ou no autocuidado e consegue não sofrer ao ficar sem ele. “Ter ou não celular não define saúde mental. O que importa é o equilíbrio, a qualidade das relações e a forma como a tecnologia é usada”, justifica.

Com relação à utilização conforme faixa etária, a psiquiatra destaca o cuidado redobrado com crianças e adolescentes. “Eles são mais vulneráveis. Por isso, é essencial limitar o tempo de uso, supervisionar conteúdo, evitar telas antes de dormir e estimular atividades, pois o cérebro ainda está em desenvolvimento”.