Economia

Batata tem alta de 18% e lidera aumento de preços da cesta básica santista

07/11/2025 Mariana Nerome
Envato

A batata registrou alta de 18,12% e lidera os aumentos de preços dos produtos da cesta básica em Santos no período de 25 de setembro a 24 de outubro de 2025. Esse é o levantamento da pesquisa realizada pelo Departamento de Orçamento e Gestão da Prefeitura de Santos (Deorg), em parceria com a Universidade Católica de Santos (UniSantos) e apoio do Jornal da Orla, divulgado pela professora responsável Dalva Mendes e a coordenadora do curso de Economia Célia Rodrigues, durante o programa Orla Notícias da Santos FM (92,5), nesta quinta-feira (06).

De acordo com o estudo, a cesta alcançou o valor médio de R$ 766,41 no período. O índice representa alta de 1,41% em relação ao mês anterior. Um trabalhador que recebe o salário-mínimo regional de R$ 1.640 destina 46,73% da renda apenas para a compra de alimentos básicos. O cidadão trabalha 102,8 horas por mês para garantir os produtos da cesta mensal.

Para a professora Dalva, a cesta contém os alimentos baseados no decreto lei 399 de 1938. “Ela consiste em produtos que deveriam alimentar basicamente, mas muito basicamente, um trabalhador. A lista inclui carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, legume, pão francês, café em pó, fruta, açúcar, óleo e margarina”, afirma.

Além da batata apresentar alta, outro item que chamou a atenção foi a banana-nanica que registrou elevação de 4,98% e o óleo de soja, de 2,79%. Por outro lado, o arroz apresentou redução de 0,77%, a margarina caiu 1,56% e a carne bovina recuou 0,13%.

A metodologia da pesquisa envolve dois estagiários que visitam supermercados em toda a cidade de Santos. “Dividimos a região por zonas para que toda a cidade de Santos fosse representada”, detalha Mendes.

Nos Morros, o preço máximo chega a R$ 788,52 e o mínimo, a R$ 737,85. Na Zona Intermediária, o máximo atinge R$ 761,36 e o mínimo, R$ 701,13. Na Orla, os valores oscilam entre R$ 831,91 e R$ 764,25. Na Zona Noroeste, o máximo fica em R$ 771,25 e o mínimo, em R$ 716,19.

A coordenadora do curso analisa o aumento no preço da batata. “Ela está na entressafra. Está acabando a safra agora de inverno. Nessa mudança, geralmente, há uma queda da oferta”, observa a coordenadora.

A redução na quantidade do produto eleva os preços. A banana-nanica enfrenta o mesmo problema há meses, com os produtores ofertando quantidade menor.
“O conselho que a gente sempre dá como economista: procurar outro alimento, que o substitui por um mais barato”, orienta Rodrigues.

ORIENTAÇÕES

Rodrigues recomenda organização financeira para o período das festas que está chegando. “O conselho: as pessoas se organizem do ponto de vista financeiro, revejam suas dívidas, contratem dívidas mais baratas, evitem a ressaca financeira de janeiro”, alerta.

A professora sugere estratégias para economizar. “Muitas vezes até você contratar o jantar, dividir o custo do jantar por todo mundo que vai participar, às vezes sai muito mais barato”, exemplifica.

A demanda aumenta no fim de ano e eleva os preços. “As pessoas ficam ansiosas e existe essa questão do consumo”, observa Rodrigues.

A ressaca financeira chega em janeiro, com pagamento de IPVA, IPTU, material escolar e dívidas do fim de ano. “Uma cesta natalina econômica, racional. Não gaste além”, recomenda a coordenadora.