Cena

‘Alice Interrompida’ é leitura com muito humor do universo de Lewis Carroll

04/06/2025 Gustavo Klein
Kelly Jandaia/Divulgação

Inspirado no universo fantástico e nonsense das obras de Lewis Carroll, o espetáculo infantil Alice Interrompida faz sua última apresentação da temporada em Santos neste domingo, 8 de junho, às 16h, com início na Praça da República, atrás da Alfândega, no Centro Histórico.

A montagem do grupo santista O Coletivo Teatro propõe uma releitura bem-humorada e crítica dos clássicos “Alice no País das Maravilhas” e “Através do Espelho”, utilizando elementos do teatro popular, como o humor e o deboche, para dialogar com o público infantojuvenil. A narrativa parte da conhecida história da menina que cai em um mundo governado por uma rainha autoritária, onde a lógica é invertida, os valores estão de cabeça para baixo e todos parecem um tanto loucos.

Com direção de Kadu Veríssimo e Junior Brassalotti e dramaturgia assinada por Fernando Gois, o espetáculo assume o formato de performance itinerante, dividida em estações que exploram a arquitetura do Centro Histórico de Santos como parte do cenário e da própria narrativa. A proposta é criar uma experiência cênico-visual guiada, em que o público participa ativamente da ação, caminhando junto com os personagens e redescobrindo os espaços da cidade.

A encenação convida crianças, jovens e adultos a embarcar numa viagem lúdica que mistura encantamento e estranhamento, provocando reflexões sobre ordem, identidade, pertencimento e o modo como nos relacionamos com o espaço urbano. Em Alice Interrompida, os limites entre fantasia e realidade se diluem em cenas que subvertem expectativas e estimulam a imaginação.

Fundado em 2012, o Coletivo Teatro é conhecido por investigar as possibilidades de performance em espaços públicos, relacionando as histórias e os habitantes da cidade com a cena teatral. Entre os trabalhos anteriores do grupo estão os premiados Projeto Bispo e ZONA!. Com este novo trabalho, o coletivo amplia sua pesquisa para o campo da infância e juventude, mantendo o compromisso com uma arte que provoca e dialoga com seu entorno.

O projeto foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura de Santos, e contou com apoio da Vila do Teatro, Casa 3, Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS) e Prefeitura de Santos.
A entrada é franca, com classificação indicativa livre. Em caso de chuva ou tempo instável, o evento será remarcado.