
Prefeitos reeleitos ou que acabam de assumir deram a mesma ordem às suas equipes: apertem os cintos! Como consequência da crise financeira nacional, Estado e União devem repassar menos recursos às cidades e a arrecadação municipal devem encolher, devido à redução da atividade econômica e ao aumento na inadimplência.
Enxugamento
Em Santos, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) assinou decreto que pretende resultar na economia de 15% das despesas em 2017. Estão suspensos novos contratos de locação de imóveis, veículos e de prestação de serviços continuada; celebração de termos de aditamento relativos a contratos de compras e de prestação de serviços; aquisição de imóveis e veículos, de equipamentos e materiais permanentes; de participação em cursos, viagens e hospedagens ou realização de recepções, coquetéis ou bufês. “Não existe mágica. É preciso usar criatividade e fazer parcerias. Precisamos ter bons projetos e economizar”, explicou.
Choque de gestão
Em Cubatão, o prefeito Ademário Oliveira (PSDB) promete um “choque de gestão”, com a redução do número de cargos de confiança, redução de contratos e medidas para melhorar a eficiência e a transparência das ações do poder público municipal.
Tristes memórias
Em Guarujá, Valter Suman (PSB) anunciou medidas para otimizar os serviços de zeladoria e saúde na cidade. Ele critica sua antecessora, Maria Antonieta (PMDB) pela atual situação, mas assegura que “o abandono e a omissão serão apenas tristes memórias do passado”.
Apoio de peso
Em São Vicente, Pedro Gouvêa (PMDB) tem o desafio de fechar um acordo com os servidores, em greve por falta de pagamento do 13º salário. Ele pretende rever contratos, negociar as dívidas com fornecedores e regularizar a situação do município para que volta a firmar convênios com os governos estadual e federal. Nesta questão, Gouvêa conta com o apoio do vice-governador, Márcio França (PSB).
Herança para si
Eleito prefeito de Praia Grande pela quinta vez, Alberto Mourão (PMDB) terá uma situação diferente das de outras cidades: a situação financeira do município está equilibrada. “Terminamos com as contas em dia, mas, ainda assim, vamos fazer ajustes”, explicou.
Aumentar impostos? Nem pensar!
Neste cenário nada animador, alguns prefeitos têm sido aconselhados a promover o aumento de impostos. Eles relutam por, além de ser impopular, pode resultar no aumento da inadimplência. A saída para aumentar a arrecadação é estimular o desenvolvimento econômico. A grande pergunta é: como?



Deixe um comentário