
O confronto entre Brasil e Noruega, neste domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, representa uma oportunidade para a Seleção Brasileira encerrar dois incômodos tabus que se arrastam há décadas. Além de nunca ter vencido os noruegueses na história, a equipe tenta voltar a superar um adversário europeu em um mata-mata de Mundial, algo que não acontece desde a campanha do pentacampeonato, em 2002.
O retrospecto diante da Noruega é curto, mas desfavorável ao Brasil. As seleções se enfrentaram quatro vezes, com duas vitórias norueguesas e dois empates. O primeiro duelo aconteceu em 1988 e terminou empatado por 1 a 1. Em 1997, as equipes voltaram a se enfrentar e os europeus derrotaram a Seleção por 4 a 2.
Os dois encontros seguintes terminaram com triunfo da equipe europeia. O mais marcante ocorreu na fase de grupos da Copa do Mundo de 1998, quando a Noruega venceu por 2 a 1, de virada, em Marselha, resultado que garantiu a classificação dos escandinavos às oitavas de final e fez o Brasil avançar como segundo colocado do grupo. O último confronto foi disputado em 2006, em amistoso realizado em Oslo, e terminou com mais um empate em 1 a 1.
Se o histórico contra a Noruega já representa um desafio, o retrospecto recente do Brasil diante de seleções europeias em fases eliminatórias de Copa do Mundo é ainda mais expressivo.
Depois da conquista do pentacampeonato, em 2002, quando eliminou a Bélgica nas oitavas de final, a Inglaterra nas quartas e a Alemanha na decisão, a Seleção Brasileira passou a acumular eliminações para equipes do continente europeu em todas as Copas seguintes.
Em 2006, a campanha terminou nas quartas de final com derrota por 1 a 0 para a França. Quatro anos depois, na África do Sul, a eliminação veio novamente nas quartas, desta vez diante da Holanda, que venceu por 2 a 1 de virada.
Na Copa de 2014, disputada em casa, o Brasil sofreu a derrota mais pesada de sua história em Mundiais ao ser goleado por 7 a 1 pela Alemanha, na semifinal. Em 2018, nas quartas de final, a eliminação ocorreu diante da Bélgica, que venceu por 2 a 1. Já em 2022, no Catar, a Croácia avançou nos pênaltis após empate por 1 a 1 nas quartas de final.
Desde a vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha, na final da Copa do Mundo de 2002, a Seleção Brasileira não derrota uma equipe europeia em confrontos eliminatórios do torneio. Ao longo desse período, acumulou cinco eliminações consecutivas para adversários do continente.
Diante da Noruega, a equipe comandada por Carlo Ancelotti terá, portanto, a oportunidade de encerrar dois jejuns simultaneamente: conquistar a primeira vitória sobre os noruegueses e voltar a eliminar uma seleção europeia em um mata-mata de Copa do Mundo após 24 anos.



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