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Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Fumo

29/08/2016 Da Redação
Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Fumo | Jornal da Orla
Esta segunda-feira, 29 de agosto, é o Dia Nacional de Combate ao Fumo, uma data para conscientizar e alertar a população sobre os malefícios do tabaco, considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) a maior causa de morte evitável no mundo. No Brasil, ao menos 200 mil mortes são causadas por ano, pelo hábito de fumar. 
 
“Abandonar o cigarro não é uma tarefa fácil e requer muita força de vontade e persistência”, reconhece a médica Cristiane Bittencourt, do Instituto de Oncologia do Vale. No entanto, ela lembra que dar início à prática de um novo esporte, praticar exercícios leves como caminhadas ou yoga, evitar o consumo de café e bebidas alcoólicas, além de beber muita água, podem ser consideradas dicas práticas e eficazes no processo de parar de fumar e auxiliar os dependentes.
 
País reduz população de fumantes
As ações contínuas de combate ao cigarro, como corte de publicidade e criação de leis restritivas, contribuíram para a redução do número de fumantes nos últimos anos. Desde 2005 o consumo de cigarro caiu 35%, com queda mais acentuada a partir de 2011. Em 2015, segundo dados do Instituto do Câncer (INCA), o índice de consumidores de cigarros atingiu seu menor valor, chegando a 14,2%.
 
Mas, mesmo com a redução no número de fumantes, o país ainda sofre com o impacto gerado pela indústria do tabaco, principalmente ao que se refere à qualidade de vida. “Os danos provocados pelo cigarro atingem todo o nosso corpo e estão ligados a outros graves problemas de saúde como as doenças cardiovasculares. Quem convive com fumantes também é atingido, tornando-se um tabagista passivo”, ressalta a oncologista.
 
Fumante passivo
Fumante passivo é o não-fumante que convive com fumantes em ambientes fechados, ficando exposto aos componentes tóxicos e cancerígenos presentes na fumaça do tabaco, que contém praticamente a mesma composição da fumaça tragada pelo fumante. São cerca de quatro mil compostos, dos quais mais de 200 são tóxicos e cerca de 40 são cancerígenos.
 
Mesmo que não fumem, adultos com longa exposição à fumaça podem desenvolver câncer de pulmão. Já as crianças nessa situação podem apresentar rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma, otites e aumenta a chance de doenças cardiovasculares na vida adulta.
 
“A ventilação ambiental por deslocamento de ar não é suficiente para deixar o ambiente em condições aceitáveis de exposição, daí a importância da proibição de fumar em lugares fechados”, preconiza a médica pneumologista Marice Ashidani.
Ela explica que a nicotina, presente no cigarro, é uma substância psicoativa que provoca sensação de prazer com mecanismos semelhantes aos da cocaína, do álcool e da heroína. “Ela estimula a liberação de neurotransmissores e, com o tempo, o cérebro se adapta e passa a precisar de doses maiores para o mesmo efeito”, disse.
 

Como parar
O sucesso na intenção de parar de fumar depende, principalmente, da motivação e determinação do indivíduo, mas o acesso à informação dos malefícios do tabagismo, oferta de tratamento com estímulo dos profissionais de saúde e apoio de familiares também são importantes. “As recaídas ocorrem, mas as pessoas não devem considerar como derrotas. Às vezes, são necessárias várias tentativas, e, a cada uma delas, a chance de sucesso se renova”, conclui a pneumologista.

Tome nota
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam ainda que aproximadamente 5 milhões de pessoas/ano, no mundo, chegam a óbito em razão do tabagismo (OMS); 200 mil/ano somente no Brasil.
 
30% das mortes por câncer de boca, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença do coração, 85% das mortes por bronquite e enfisema, e 25% das mortes por derrame cerebral são decorrentes do uso prolongado da nicotina.
 
A OMS estima que haja 200 milhões de fumantes no mundo, com sete mortes por minuto por doenças relacionadas ao uso do cigarro.