Cena

Galeria organiza encontros criativos para aproximar público da arte

10/04/2026 Isabela Marangoni
Divulgação

Com a proposta de ampliar o repertório cultural na cidade, a G. Arte e Galeria vem investindo em experiências que vão além das exposições tradicionais. A ideia é simples, mas estratégica: aproximar o público da arte por meio de vivências mais acessíveis, sensoriais e afetivas.

É nesse contexto que surge a primeira edição do “Gê com Vinho”, um workshop de pintura em vidro conduzido pela ceramista Alê Volpe. A atividade combina arte, gastronomia e bem-estar em uma experiência que convida o participante a desacelerar, exercitar a criatividade e vivenciar a arte de forma menos formal.

O encontro acontece no dia 16 de abril, das 19h às 21h30, com recepção a partir das 18h30. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo Instagram da galeria (@g.artegaleria).

A iniciativa, segundo o fundador Felipe Landahl, nasce também de uma leitura do cenário cultural local. “Somos a única galeria de arte de Santos. Se compararmos com São Paulo, que está a 50 minutos, ainda estamos muito atrás”, afirma. Para ele, há um público potencial que ainda não se reconhece como consumidor de arte. “Muitas pessoas poderiam se interessar, mas ainda não descobriram esse universo. Às vezes têm uma parede branca ou algo apenas decorativo e não percebem que a arte pode representar melhor quem elas são”.

A partir dessa percepção, a galeria passou a investir em eventos e ativações como forma de criar novos pontos de contato com o público. “Os eventos têm gerado encantamento. As pessoas vêm e dizem: ‘Nossa, não sabia que existia um lugar assim’”.

Um exemplo recente foi um encontro realizado em março, que reuniu profissionais de diferentes áreas em uma experiência imersiva dentro do espaço expositivo. A proposta, segundo Landahl, é justamente romper com a ideia de que a galeria é um ambiente rígido. “Fazer um evento dentro de uma galeria quebra a formalidade e aproxima”.

O projeto “Gê com Vinho” segue essa mesma lógica e se inspira em formatos já consolidados em outras cidades e países. A escolha de Alê Volpe para a estreia veio de uma afinidade natural com o circuito local. “Houve uma sinergia muito espontânea. Ela também buscava propor algo fora do ateliê, em um ambiente diferente”.

Durante a experiência, os participantes poderão escolher entre pintar uma taça ou um copo, enquanto degustam vinhos ou drinks não alcoólicos, acompanhados de petiscos. A atividade será realizada em formato intimista, com grupos de até 25 pessoas. “A ideia é oferecer algo exclusivo, que misture convivência, arte e bem-estar. É uma experiência estética, social e terapêutica”, define.

A programação inclui ainda uma visita guiada pela galeria, seguida da oficina de pintura em vidro. Não é necessário ter experiência prévia. “A pessoa vem em busca de algo diferente, de uma noite com troca, com outras pessoas, com esse contato criativo”, destaca.

Ao levar o ateliê para dentro da galeria, a proposta cria um ambiente coletivo de experimentação, mais leve e acessível. E a resposta do público tem sido imediata. “Só no primeiro dia de divulgação tivemos sete reservas. Isso mostra que as pessoas querem viver experiências diferentes”.

Para Landahl, esse movimento também reflete uma mudança de comportamento intensificada no pós-pandemia. “As pessoas estão mais abertas a experimentar. E a arte pode ser uma porta de entrada para isso.” Ainda assim, ele ressalta que o consumo artístico é construído ao longo do tempo. “É um processo. Às vezes a pessoa conhece hoje e só vai comprar meses depois. Estamos plantando essa semente”.

A arte também surge como ferramenta de conexão para marcas e iniciativas locais. “Grandes marcas sempre dialogam com a arte. Trazer isso para a realidade daqui é uma forma de criar vínculo e sair do óbvio”.

As vagas são limitadas e os ingressos do primeiro lote custam R$ 220.