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Segundou! Isso pode ser um grande problema

03/11/2025 Hudson Carvalho
Envato

Quando criamos a Elabore Online, eu tinha 33 anos de carreira, 12 em Engenharia, 21 em RH.

Banco, automobilística, serviço público, inspeções, testes & certificações, porto e mobilidade urbana. Em paralelo, 23 anos no Ensino Superior.

Isso é um currículo?! Não. Você vai entender aonde quero chegar.

Nossa primeira preocupação foi criar nosso lema. Uma frase, que mostrasse o que queríamos vender e quanto éramos diferentes e melhores do que os concorrentes. Daí surgiu: pessoas e resultados.

O propósito era (e continua sendo) oferecer a nossos clientes, mais do soluções estratégicas em gestão de pessoas. Queríamos transformar seus times em produtores de resultados, motivados, protagonistas das soluções, logo após a nossa saída, ao fim do projeto no qual estivéssemos trabalhando juntos.

Como? Mostrando, que as pessoas farão ainda mais diferença em suas empresas (leia-se, resultados), se forem além das técnicas e ferramentas que usarmos. Que se tornem capazes de equilibrar o tempo que gastam em suas carreiras, com o investido em si mesmas, estudando, cuidando do corpo e da mente e, não menos importante, com o tempo que utilizam para ter uma vida socialmente saudável, com suas famílias e amigos.

Simples e brilhante. Nunca em nossas vidas profissionais fomos tão felizes e completos. A Síndrome do Fantástico, que anuncia o ‘fim do final de semana’, não nos assustava. A temida segunda feira não era mais um desafio. Era esperada ansiosamente.

É preciso ter prazer em trabalhar, tanto quanto nas demais coisas da vida.
Abomino o “sextou”. Tenho dificuldade em acreditar que seja necessário chegar um dia da semana, que precede outros dois de descanso para sermos felizes.

Se você sente o contrário, algo está errado em sua carreira.
Como responsáveis por nossas vidas profissionais, não podemos nos acomodar na zona de conforto de frases como “Isso sempre foi assim”.

Se atingidos por esse esgotamento, nossa produtividade não cairá gradativamente, devagarinho. Será do dia para a noite e todos teremos perdido. Nós, as pessoas que nos cercam, as empresas para as quais trabalhamos. Saúde, investimento em contratação e qualificação do pessoal, relações sociais, todas atiradas fora.

É o perde-perde.

Reaja! Primeiro: autoconhecimento, capacidade de identificar e analisar nossos sentimentos e comportamentos. Quem sou eu afinal? Autoconhecimento é uma atitude de permanente reavaliação.

Em seguida, reconhecer nossos limites. Sendo quem sou, até onde posso chegar?” Atenção: limites expandem-se, quando trabalhamos para que isso aconteça. Cuidado: estamos falando de evolução, não de revolução.

Vencidas essas etapas, chega a hora de um bom plano de voo e coragem para segui-lo. Ninguém poderá ajudar-nos a montar esse plano, tão bem quanto as pessoas que verdadeiramente se importam conosco. Aquelas que não ganham nada com nossa mudança. Talvez, percam.

Por fim: “Dinheiro não é tudo”. Eu sei, os boletos chegam e devem ser honrados, mas acumular patrimônio não pode ser a única fonte de satisfação pessoal.

Vamos encontrar poucos pacientes terminais, tristes por não terem um dia a mais para ganhar dinheiro, mas muitos lamentando não passar esse dia com um ente querido.

Boa reflexão, afinal, hoje é segunda.