Cena

Mesmo após adeus, Galvão Bueno vai narrar Copa 2026

04/11/2025 Gustavo Klein
Divulgação

A ida de Galvão Bueno para o SBT marca um novo capítulo na carreira do narrador mais famoso — e mais contestado — da TV brasileira. Depois de décadas na Globo e uma breve passagem pela Band, ele agora prepara sua estreia na emissora de Silvio Santos, onde será o principal nome da cobertura da Copa do Mundo de 2026. O anúncio reacende o interesse e a polêmica: afinal, qual Galvão veremos no SBT?

Galvão é uma voz que atravessou gerações. Dos gritos de “é tetra!” aos bordões imortais, foi o narrador das emoções nacionais, símbolo de entusiasmo e drama. Ao mesmo tempo, coleciona críticas: é visto por muitos como exagerado, repetitivo e autocentrado. Sua força está justamente nessa dualidade — é amado e odiado com igual intensidade.

No SBT, encontrará um ambiente diferente, mais popular e menos engessado. É provável que busque um tom mais leve, consciente de que o público de hoje se informa por redes, comenta ao vivo e não tolera discursos grandiloquentes. O desafio será equilibrar emoção e modernidade sem perder a marca pessoal que o tornou reconhecível.

Para o SBT, tê-lo narrando a Copa é um trunfo de visibilidade e nostalgia. Para ele, é a chance de provar que ainda tem fôlego para emocionar. Se conseguir adaptar sua voz à nova era da transmissão esportiva, poderá surpreender. Caso insista nos velhos vícios, arrisca virar caricatura de si mesmo. De um jeito ou de outro, em 2026, Galvão continuará sendo o centro das atenções — e talvez seja isso o que sempre desejou.