
PetroChef conta com diversos cursos de qualificação profissional para jovens e adultos de Santos
Santos recebe um projeto que pretende mudar trajetórias de quem há muito tempo busca uma chance de começar ou recomeçar. O projeto PetroChef com cursos de qualificação profissional em alimentos e bebidas nasce como uma porta aberta para jovens e adultos que por muitas vezes tiveram de deixar os seus sonhos para trás. Mais do que ensinar técnicas de cozinha, a iniciativa se propõe a devolver confiança, dignidade e a perspectiva de futuro.
As aulas já começaram, são gratuitas e com ajuda de custo, para pessoas de 18 a 59 anos. Os cursos são voltados prioritariamente para mulheres de bairros como Valongo, Centro, Saboó, Morro da Penha, Morro São Bento e Morro do Pacheco. A meta é formar 1.410 pessoas até dezembro de 2027, com um investimento de mais de
R$ 9 milhões, dentro do programa socioambiental da Petrobras, com a realização da Universidade Católica de Santos (UniSantos).
Para além da cozinha
O desenho do projeto leva em conta um problema comum em cursos de qualificação profissional: a evasão por dificuldades financeiras ou emocionais. Para minimizar o risco de desistência, todos os participantes terão bolsa-auxílio e acompanhamento psicológico se necessário. A proposta é oferecer um percurso formativo: aprender não só um oficio, mas também fortalecer a autoestima e o equilíbrio para enfrentar os desafios da vida diária.
Cursos que abrem portas
Nos próximos três anos, serão mais de 60 turmas. Da formação básica para ajudante de cozinha à capacitação em serviços de alimentos e bebidas, passando por cursos de confeitaria, bar, cozinha profissional e para coletividades. Os ambulantes terão módulos específicos sobre higiene, segurança alimentar e práticas sustentáveis. Para quem sonha em abrir o próprio negócio, a Aceleradora de Empreendedorismo trará noções de gestão, inovação e qualidade no atendimento.
O Restaurante-Escola Estação Bistrô, no Valongo, será um dos espaços de formação. Ali, os participantes terão a oportunidade de atuar com clientes de verdade, aprendendo no ritmo real do trabalho em cozinhas profissionais. Cozinhas modernas e tecnológicas estão saindo do forno no Centro de Tecnologia e Inovação em Gastronomia e Nutrição da UniSantos, na Vila Mathias, e na Capela Nossa Senhora Aparecida, no Saboó. As reformas e equipamentos somaram mais de R$ 1,6 milhão.
O cuidado com quem aprende
O apoio psicológico oferecido nas clínicas de saúde da UniSantos é parte essencial da proposta. Para muito, estudar ou retomar os estudos significa enfrentar desafios e ressignificar sua própria história. O projeto visa trabalhar habilidades sociais e pessoais preparando os participantes para as diversas situações no ambiente de trabalho.
Transformação social
O projeto nasceu de um diagnóstico claro: a Baixada Santista precisa de profissionais qualificados em alimentos e bebidas e, ao mesmo tempo, de mais oportunidades de emprego e estímulo ao pequeno empreendedor. O PetroChef pretende responder a essa demanda, mas vai além ao escolher como prioridade grupos que enfrentam barreiras históricas para entrar no mercado formal.
Ao unir qualificação técnica, suporte financeiro e apoio emocional, o projeto propõe um modelo de capacitação que valoriza o ser humano por inteiro. Não se trata apenas de formar cozinheiros, mas de oferecer a chance de reescrever histórias.
Novas histórias na mesa
Até 2027, mais de 1,4 mil pessoas devem concluir a formação. Cada certificado entregue representará muito mais que um título: será o retrato de uma vida com novas possibilidades. Para Santos, isso significa trabalhadores qualificados, negócios fortalecidos e talentos que deixam de ser invisíveis.
O PetroChef mostra que cozinhar pode ser também um ato de cidadania e de transformação. Em cada turma formada, uma nova história ganha sabor de futuro.
Segundo a professora doutora Michele Uemura coordenadora do Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia da Universidade Católica de Santos e do projeto PetroChef essa é uma oportunidade única para a região e todos precisam se apropriar e usufruir desses ambientes que estão sendo constituídos para atender as diferentes demandas do mercado de alimentação fora do lar.
Segundo Ihasmin Adolfo a primeira selecionada para iniciar o curso no dia 15, a paixão pela gastronomia vem de memórias afetivas da sua mãe boleira de mão cheia.



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