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Um brinde às cervejas artesanais!

16/09/2025 Addriana Cutino
Um brinde às cervejas artesanais! | Jornal da Orla

Diferentes tipos de malte, lúpulo, levedura, água e um processo com etapas de moagem de grãos, mosturação, adição de lúpulo para amargor e aroma, fermentação e maturação. Se você já adivinhou sobre qual modelo de negócio eu vou contar hoje por aqui, parabéns!

Com certeza, você é um “cervejeiro”.

Seja IPA, Larger, Stout ou qualquer outro rótulo de sabor artesanal, o número de empreendedores que vem apostando na fabricação da bebida aumenta a cada dia. A estimativa é que há mais de 150 estilos de cerveja artesanal reconhecidos mundialmente com variações que dependem da fermentação, cor, teor alcoólico, sabor e aroma influenciados por escolas cervejeiras como a alemã, inglesa e belga. Até o ano passado aqui no Brasil, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, havia 1949 cervejarias registradas. A maioria de pequeno, micro e médios empreendedores. Segundo o Anuário de Cerveja 2025, o crescimento foi de 5,5% em comparação à 2023.

Apesar das cervejas industriais ainda dispararem nas vendas, a terceira bebida mais popular do mundo – depois da água e do café – vem conquistando o paladar do brasileiro e ajudando a roda da economia criativa a girar. Santos, por exemplo, tem a Rota da Cerveja Artesanal, um roteiro turístico que conecta cinco cervejarias santistas. Mas, uma nova cerveja artesanal, que vem do sul do país, promete entrar para a competição nas festas familiares, entre amigos e em bares e restaurantes da Baixada Santista: a Panamex.

A “GURIA” É DE CURITIBA
Pra chamar a atenção e aguçar o paladar dos cervejeiros, a Panamex invadiu a região com uma Kombi estilizada. No último final de semana, os amigos Francisco José da Costa Júnior e Thadeu Eugênio de Menezes selarm a parceria. Os sócios reuniram amigos, convidados e o fabricante para o lançamento oficial da cerveja artesanal curitibana Panamex, na Baixada Santista.

O curioso é que Francisco Júnior mergulha só agora no empreendedorismo, depois de 12 anos trabalhando no SEBRAE-Santos. Ele auxilia e orienta empreendedores da Baixada Santista e Vale do Ribeira a desenvolverem seus negócios. “Agora, eu coloco tudo aquilo que eu desenvolvo para as marcas dentro do meu negócio. É não ficar só com a batuta na mão, mas literalmente tocar o instrumento.”, conta.

Já Thadeu Menezes, é empreendedor há muitos anos no ramo de fornecimento de equipamentos para empresas do Porto. “Eu digo que a Panamex chegou pra gente como um presente de Papai Noel. Era um sonho trabalhar com uma paixão nossa e decidimos encarar esta jornada.”, explica.

Os amigos de infância são grandes apreciadores de uma boa cerveja. A bebida sempre esteve presente em todas as reuniões. “Tivemos, então, a oportunidade de sermos conectados ao Dulciney, dono da marca e da fábrica em Londrina, no Paraná, que também adora a Baixada Santista. A oportunidade de trazer pra cá uma cerveja artesanal de alta qualidade do sul do país pareceu promissora. Realizamos então uma imersão na fábrica pra entender todo o processo produtivo. Em maio deste ano trouxemos a marca pra cá junto com todo o acervo de chope e cerveja artesanal. Chegamos aqui com uma Kombi customizada para eventos, com quatro torneiras embutidas.”, explica Júnior.

O lançamento oficial só aconteceu depois de quatro meses de experiência da “guria” pela Baixada Santista. Júnior foi o primeiro a conhecer a Panamex quando recebeu um kit de degustação em casa, presente que o dono da marca mandou pelo cunhado dele que já conhecia a cerveja. Digamos que foi “amor ao primeiro gole.”.

“A gente decidiu trazer pra nossa região porque é um mercado que está em alta por aqui e o produto está acima da qualidade do mercado, com uma excelente proposta e customização. A gente não só trabalha como delivery do chope pra aniversário e casamento mas queremos também levar a Kombi vintage, customizada, em eventos maiores. Como funcionário do Sebrae eu sei que empreender é um desafio. É um caminho solitário, pesado, difícil! Só quem empreende, descobre. Mas é maravilhoso tornar um sonho tangível. No nosso caso, não é apenas vender o chope artesanal, mas levar uma experiência para o público. A cerveja sempre foi considerada um símbolo de comemoração pra mim e para o Thadeu.”, conta Júnior.