
“É impossível viver em um mundo sem internet. A internet é fundamental para nossas vidas pessoais e profissionais, e é difícil imaginar como seria o mundo sem ela.” (Resposta do Google à pergunta do título)
uer me motivar a fazer algo? Me diga: “NÃO, não pode ser feito!”. Pronto.
Esse foi o erro da plataforma e que acabou por levar-me a fazer essa reflexão junto com você.
Convenhamos, a resposta, coberta e recheada de verdade, nos coloca frente à realidade dos nossos tempos: estamos viciados a dar um comando de voz ou de teclado para que uma máquina virtual ou um sistema, execute a ação de verdade.
É difícil imaginar viver, sem a conectividade que a “Rede” nos proporciona. Eu consulto a previsão do tempo antes de escolher a roupa que usarei, imagine.
Na sequência, outro aplicativo me diz qual a melhor rota até o escritório e a que horas chegarei. Se precisar adiantar um assunto aperto um botão no volante e peço “àquela moça” que ligue para quem desejo.
Estou limitando os exemplos ao simples início do dia, de um ser humano comum. A falta repentina da Internet para a gestão do transporte público, do trânsito, dos hospitais, das pesquisas, do sistema bancário (você tem dinheiro vivo na sua carteira?), seria o caos completo.
O acesso e a difusão da informação e – por consequência, do conhecimento – seriam drasticamente reduzidos, ou você sabe onde fica a biblioteca ou livraria mais perto da sua casa? Quem controla a informação tem poder.
Que fique claro: não defendo a volta ao passado analógico. Os ganhos do mundo digital são grandes demais para isso.
Meu ponto, é: precisamos ficar tão dependentes, a ponto de não sabermos mais produzir algo “à mão”, como cito no título? Não possível digitar, e, de vez em quando, escrever mão? Ler um livro impresso para alternar com o Kindle? Fazer as quatro operações com lápis e papel ao invés de abrir a calculadora ou uma planilha para fazer um simples cálculo de porcentagem. Uma Regra de Três?
Só o básico para não perder o jeito. E raciocinar por si próprio. O cérebro precisa de “ginástica” como qualquer outro órgão o corpo. Leia, escreva, calcule, como se estivesse indo para a academia.
Estudos mostram que o ato de manuscrever faz com que o cérebro desencadeie padrões de atividade mais ricos e complexos em comparação à digitação, além de fortalecer a memória, trabalhar a coordenação motora, aumentar o foco e a concentração, melhorar a criatividade, facilitar a aprendizagem, reduzir as distrações, aliviar o estresse e a depressão.
Cálculos feitos à mão, vão na mesma linha. Ler livros em papel, em especial antes de dormir, nos livra dos males da luz azul emitida pelos aparelhos eletrônicos, que podem causar insônia, aumentar as chances de depressão, pressão alta e estimular o envelhecimento.
Estamos falando dos benefícios para o organismo, mas temos que estender esse raciocínio para os reflexos que essas práticas trazem para nossas carreiras também.
A professora Maryanne Wolf, da Universidade da Califórnia, afirma que o hábito diário de ler no papel por pelo menos 20 minutos por dia, pode ajudar a combater a distração e desenvolver processos mentais mais sofisticados, como o de análise crítica, dedução e empatia (vai parecer estranho que eu lhe recomende isso, mas acesse: ‘Não deixe que as telas digitais sejam tudo’, alerta a neurocientista Maryanne Wolf, do Instituto Humanitas Unisinos (IHU).
Quem não quer desenvolver essas habilidades? É possível fazê-lo. Um pouco por dia, mas com frequência. Disciplina.
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Aliar as habilidades do mundo digital com as do mundo analógico, são o caminho. Ou você prefere ficar na zona de conforto de só um dos mundos?



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