
O filme da semana é Uma Mulher Sem Filtro, remake do chileno Sin Filtro. Com roteiro adaptado por Tati Bernardi, escritora conhecida por transformar dramas cotidianos em diálogos ácidos e humorados. A produção é estrelada por Fabiula Nascimento, Camila Queiroz e Emílio Dantas.
A trama acompanha Bia, uma publicitária aparentemente calma, doce e simpática, que vive tentando agradar a todos até que sua vida desmorona.
Sabe aquele dia em que você acorda atrasada para o trabalho porque o vizinho fez uma festa até tarde? Que o chuveiro só tem água gelada?
Que acabou o café e não tem nada na geladeira? E ainda precisa sair correndo, enfrentando um trânsito caótico com pessoas sem empatia?
Ali você já sente que o seu dia vai ser terrível. Pois é. E, quando chega ao trabalho, descobre que agora tem uma chefe que é uma patricinha egocêntrica.
Em casa Bia tem ao seu lado um marido que, aos olhos de todos, parece um artista incrível, mas que na realidade vive um bloqueio criativo e não contribui em nada. Para piorar, seus melhores amigos não ajudam: de um lado, um ex-namorado duvidoso; de outro, uma amiga que nunca presta atenção nos seus desabafos.
E assim vemos a Bia à beira de um colapso de ansiedade e angústia, com taquicardia, tontura e efeitos mentais que recaem sobre o corpo.
A pedido de sua nova chefe, ela vai até uma xamã, a Deusa Xana, que muda completamente sua perspectiva.
Depois desse estalo, Bia consegue tomar as rédeas da própria vida de um jeito sem filtro. Ela finalmente diz o que pensa, sem se importar com as consequências.
Fabiula Nascimento está ótima como Bia, transita muito bem entre a comédia e os momentos mais intensos, entregando uma personagem que poderia facilmente ser exagerada, mas que ganha verdade na forma como ela se impõe em cena.
O filme tem ótimas piadas e sacadas, mostrando de forma natural o que é ser uma mulher em uma posição de referência e, ao mesmo tempo, esposa, enfrentando o dia a dia para chegar até onde chegou. Mas tudo isso com muito humor e leveza, deixando claro que a transformação da personagem não se resume a uma crise. É muito mais sobre coragem e escolhas, sobre se impor no próprio ritmo.
Mas… quem nunca quis ser uma mulher sem filtro por um dia?



Deixe um comentário