
Drama? Comédia? Com ou sem pipoca? Todos gostamos de uma boa história. Se for bem contada, por meio de um filme, ainda melhor. Nos cinemas ou no conforto de nossos lares, os filmes ajudam a reproduzir em nossos corações e mentes as emoções que nós próprios já vivemos ou gostaríamos de viver.
É daí a que vem essa conexão tão forte. Os filmes trazem o pacote completo de estímulo às emoções: cenários, paisagens, figurinos, diálogos bem elaborados e … música! É natural que seja assim. Somos os únicos animais que possuem um sistema de linguagem estruturado em palavras, as quais usamos para
transmitir a nossa história, tradições, valores e regras. Contar histórias é uma forma tão eficiente de comunicar, que especialistas vêm adotando uma técnica específica para aumentar ainda mais esse potencial: o storytelling, técnica que “conta histórias” de produtos, marcas e ideias de uma maneira
que engaja e conecta o público, usando uma narrativa envolvente (já sentiu-se motivado a comprar determinado produto depois de assistir uma propaganda?).
Há outros que usam partes dos próprios filmes para reforçar seus argumentos junto à audiência. Eu mesmo os uso e tenho meus preferidos.
Que maneira melhor de explicar sobre autoestima e resiliência do que usar o trecho em que Rocky Balboa, no sexto filme da franquia, explica esses conceitos a seu filho Robert: “Você, eu, ninguém vai bater tão duro como a vida. Mas não se trata de bater duro. Se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente. O quanto você é capaz de aguentar e continuar tentando. É assim que se consegue vencer”.
Agora, se você sabe o seu valor, então vá atrás do que você merece. Mas tem que ter disposição para apanhar. Amizade e coragem? Princípios e valores? Gosto de ouvir o Coronel Frank Slade defendendo seu pupilo, Charlie, perante o Comitê Disciplinar da Baird School: “Mesmo sendo cego, senhor, houve um tempo em que eu podia ver. E eu tive que ver meninos como esses, quase crianças, amputados de um ou até dois de seus braços, mas não há nada tão cruel quanto um espírito amputado, não há prótese para isso”.
Educadores de homens, criadores de líderes, tenham muito cuidado com o tipo de líderes que vocês
produzem aqui. Se o assunto é Espírito de Equipe vou – de novo – de Al Pacino, em “Um Domingo
Qualquer”. “Ou nos unimos agora (e vencemos, como uma equipe) ou morremos como indivíduos”. É parte do discurso cheio de energia que ele usa com seu time no intervalo da Final do Super
Bowl, enquanto estão perdendo a partida.
Mulheres de valor, em posições de relevância nas organizações, tema tão atual e importante: sugiro Estrelas Além do Tempo, no qual três mulheres enfrentam, ao mesmo tempo, racismo e machismo. Nesse caso recomendo o filme todo, mais que um trecho apenas. Talvez nenhum deles nos dê uma lição tão importante e profunda quanto Antes de Partir, história na qual Jack Nicholson e Morgan Freeman, o primeiro, um irritante e irritado milionário, o segundo, um mecânico de classe média, rodam o mundo após fugirem de um hospital onde lutam contra um câncer terminal. A melhor parte da história: os dois, no Egito, sentados no topo de uma das pirâmides. Freeman explica que os antigos egípcios acreditavam que, para entrar no céu, era preciso responder “sim” a duas perguntas sobre como vivemos nossas vidas:
“Você foi feliz?” “Fez alguém feliz?”Torço que consiga o seu duplo “sim”. Ainda há tempo.



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