Longevidade

Relações Afetivas

17/05/2025 Ricardo Mucci
Relações Afetivas | Jornal da Orla

Do século 20 para o 21, uma das mudanças significativas que ocorreram no comportamento humano foi nas relações afetivas. Diversos fatores contribuíram pata turbinar esse processo. Os casamentos mudaram de formato; as opções sexuais e de gênero mexeram com a receita tradicional; as mulheres se tornaram mais independentes e filhos deixou de ser uma prioridade na relação dos casais contemporâneos, no lugar deles, pets. De outro lado, os divórcios cresceram bastante no Brasil e os casamentos encurtaram: quase 50% deles não duram nem 15 anos e 25% das separações ocorrem entre pessoas com 50 anos ou mais.

Essa mudança está estimulando a multiplicação e o uso dos aplicativos de encontros por parte das pessoas mais velhas, como Coroa Metade, Date My Age, 40 plus, Our Time e Finally, entre outros. Variações do imbatível Tinder.

Outros formatos de aplicativos também entraram em cena como o TimeLeft, que promove jantares entre desconhecidos, sem restrição quanto a idade. Muitos amigos e amigas utilizam aplicativos, mas confessam que é cansativo pular de um encontro para outro em busca de uma cara-metade que valha a pena. Quando a busca é simplesmente por sexo, tudo fica mais fácil, mas o fato é que a solidão incomoda e a maioria confessa que o ideal seria encontrar uma boa companhia, para o que der e vier.

Os jovens, salvo raras exceções, não priorizam as relações ao vivo, como fazem os 50+. Basta destacar o sucesso de bailes e festas para esse público, que não troca um olho-no-olho por um contato virtual. Santos abriga muitos casais que preservaram o casamento tradicional, mas é crescente o número de homens e mulheres maduras em busca de novas emoções. Taí uma oportunidade para bares, restaurantes, clubes e influenciadores promoverem eventos dançantes ou rodas de conversa regadas a chopp gelado ou um bom vinho. É sucesso na certa e um antídoto divertido contra solidão. Confere?